quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

 

AOS MEUS IRMÃOS!

Àqueles que vieram antes de mim e me ensinaram a crescer e a obedecer.

Mesmo ainda quando eu era infantil, aprendi a desde cedo ser educada e gentil.

Quando o assunto são festas, bagunças, dores e perdas, a união sempre está em primeira mão.

Cada um segue a sua vida em liberdade, e embora, algumas vezes, isso já tenha causado dificuldades, hoje aprendemos a lidar com as nossas particularidades.

Aprendi com eles que nem todos os dias vou estar bem, e que, às vezes, é fundamental ficar sozinho, assim, também vou aprendendo a traçar o meu caminho.

Cada um, tem um espaço no meu coração e carrego sentimentos com muita emoção.

Hoje, compreendo o processo de evolução, muitas vezes, eles só querem ficar no seu canto, lidando com os seus problemas e a vida agitada que tem, mas o que fazemos é sempre desejar o bem.

Às vezes, mantemos distância por discussões ou atitudes irresponsáveis, bobas e infantis, mas se eles soubessem o quão somos importantes um para o outro não seriam tão faltantes.

Entre idas e vindas, todos crescidos e criados, a relação é mais madura, e nós nunca vamos perder essa candura.

Somos parecidos em alguns momentos, mas tão diferentes em outros. E isso só mostra que irmãos são para nos completar e nunca nos machucar porque muitas vezes, são eles que vão nos levantar.

Risadas, conversa alta e recordações, tudo isso acontece quando estamos todos juntos, e isso aumenta a minha alegria, pois isso sempre foi o que o Papai queria.

Assim como qualquer ser humano somos repletos de bagagens, de sentimentos ocultos, de dias bons e ruins. Contudo, temos que nos lembrar que o amor e o respeito devem estar sempre em primeiro lugar.

Aos meus irmãos, deixo aqui as minhas doces palavras, só para eles saberem o quanto são essenciais pra mim, não sou muito de expor meus sentimentos para com eles. Entretanto, aprendi uma lição com um sábio (vulgo Pai), diga para as suas pessoas o quanto elas são importantes e faça isso de forma constante, pois num momento tudo pode mudar e algumas coisas, infelizmente, vir a estragar.

 Sou grata por nessa vida termos tantos bons momentos juntos.

Não importa a ausência, as mágoas ou desentendimentos, só gostaria que soubessem que estarei sempre ao lado de cada um vocês, para lembrar o quanto são únicos, o quanto somos uma família, embora como eu sempre diga “longe de ser perfeita”, porém sou satisfeita.



quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

 

PERDAS 

A perda de um ente querido causa uma dor irreparável e ficamos de um jeito deplorável.

Cada um tem o seu sofrimento, e isso é inquestionável porque a fase é difícil e delicada, pois a dor é intensificada.

Embora, muitas pessoas digam que essa saudade ameniza com o tempo, a gente até entende, mas a saudade que fica só complica.

Na maioria das vezes, não se consegue explicar os sentimentos. A ausência do físico torna-se necessário, e com isso, ficamos sem ação, desencadeia a depressão e bagunça todo o coração.

Então, a solidão entra no íntimo e pode-se estar rodeado de pessoas, mas “aquela pessoa” já não está presente e por isso é tão difícil se manter contente.

Com o tempo, a perda vai aliviando, mas a saudade continua apertando, porém temos que seguir adiante, sempre confiante.

A empatia compreende a dor outro, nunca o cobrando, mas sempre o ajudando.

Existem perdas e depressão, que não sabemos a qual ponto está, por isso é o nosso dever estar sempre presente e nunca ausente.

Perdas e depressões que causam loucuras, tristezas e levam até a morte, contudo, são nesses momentos que temos que ser forte.

Não desista da vida porque a dor da perda é insuportável, existe algo maior, algo inexplicável que se chama FÉ. Não sabemos como encontra-la, mas nos momentos mais difíceis ela aparece e faz algo dentro de nós surreal mostrando que tudo vai voltar ao normal.

Mesmo que algumas peças não se encaixam mais, mesmo que a família esteja menor, mesmo que o mundo parecer desabar na cabeça, acredite sempre na FÉ, acredite sempre no amor daqueles que estão ao seu redor, despertando também o seu melhor.

Por isso, converse o quanto quiser, dê risadas de chorar, abrace de apertar e sufocar, e diga o que tiver vontade, porque na vida todos os momentos passam, todas as pessoas crescem e todos nós só viemos para cumprir a nossa missão e então, poder despertar a nossa evolução.

(30.9.2020 às 14h40) ~ 

Homenagem ao meu Pai – Luiz
(Novembro de 2019); 
Guilherme (Outubro de 2019) – filho da Socorro e do sr. Dedé, irmão do Hélio, da Janaina e do Augusto;
Sr. Aristides Acosta Fernandes
(Outubro de 2019) Pai do Marcio;
Sr. Antonio Duarte Bueno (Março de 2020) Pai da Flavia e da Fabiana;
Claudia
(Setembro de 2020)
- irmã da Paula.

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

 Lembrando que este POEMA e os outros são registrados®

NÃO podendo haver plágio de absolutamente nada por aqui😉

 

Fiz este poema em homenagem ao meu pai porque ele foi um super pai pra mim. Sempre fui muito apegada à ele. Nossos laços estão além do que posso explicar!

Desejo que ao ler estas palavras o amor possa transbordar em seus corações e trazer paz, além dos sentimentos mais lindos e verdadeiros que possam existir.

 

Brilha brilha☆ ¸.*☆*.¸ Ao meu Pai! 

Parte I

Sabe, eu não fui planejada, mas todos dizem que por ele, desde o começo, sempre fui muito amada.

Nasci! Tão pequenina que cabia nas mãos. Mamãe até hoje diz “ela nunca me deu trabalho, o dia inteiro ela adormecia e eu até a esquecia.” Já o Papai quando tocou o meu nariz já foi logo me chamando de sorvetinho, pois este era bem geladinho.

Fui crescendo com todo aquele amor envolvente e o meu Pai sempre presente.

Desde muito cedo, com muita dignidade ele me ensinava sobre compaixão, valores e bondade.

Durante a caminhada da vida tive muitos tropeços, e por mais que os espinhos me arranhassem, ele dizia para eu não perder a minha fé e sempre tomando uma boa xícara de café.

Mesmo com tantos “tapas” ele me ensinava a não revidar porque tudo na vida era lição e eu tinha que aprender a lidar.

Ele me dizia que eu nem sempre iria sair ilesa de uma situação, e por isso algumas cicatrizes iriam ficar em meu coração.

Na época natalina, além da harmonia e reunião familiar, com ele os presentes iria’ comprar. Aprendi a importância de ter uma árvore de natal, além da magia e felicidade de escolher os enfeites, as variedades das bolas natalinas eram surpreendentes, sem falar das luzes dos pisca-pisca que eram tão envolventes.

Domingo depois do almoço era de praxe, pegava os patins nas mãos, e ele todo sorridente me levava até o museu todo contente. Minha infância e o início da adolescência foi brincando com ele nos cipós e no escorregador, e também naquele imenso jardim que até hoje é tão importante pra mim, pois me traz à lembrança de uma época maravilhosa, e hoje - eu digo que é uma saudade sem fim.

Então, conheci o homem da vida e o Papai dizia “Ah, pode casar! Mas sem ela perto de mim eu não posso ficar.”

Casei! A vida ia de vento em popa. Comecei a faculdade. Foi uma fase repleta de conhecimentos e nós dois tínhamos muitos argumentos.

Aprendi com o meu Pai a não esperar por ninguém e sempre que possível – caminhar. Andar era um momento para refletir, além do bem-estar que podia causar.

Desde pequena, ia com ele no mercado e isso passou a ser uma diversão. Aliás, teve as épocas dos fins de semana - do lanche de pão de forma com frios; dos pasteis (ele adorava principalmente o de carne); do suco de tangerina e da rosca de torresmo, pois é, ele sempre colocou a família em primeiro lugar e adorava uma bagunça mesmo.

Parte II

Certa vez, perguntei para ele, “Mas, Pai! Algumas pessoas (amigos, família, colegas) nem te procura e nem sequer vejo ligarem para saber como estás. Por que o senhor faz tanta questão de manter contato?” – Ele com toda aquela sabedoria e generosidade se ajeitou no sofá, tirou o boné e passou a mão na cabeça, segurou os óculos numa das mãos e me respondeu: “- Filhota! Você já pensou, eu não ligo para eles e eles também não se importam comigo. É exatamente assim que amizades são desfeitas e famílias são esquecidas.” 

- Hoje, eu diria para ele “Concordo com o Senhor. Mas aos que amo e quero que permaneçam na minha vida, eu faço questão de manter contato. Confesso que a minha lista diminuiu (família, amigos e colegas) muito, Pai. Porque aprendi que para manter sentimentos tem que haver reciprocidade e empatia, e eu descobri que muitos que “carregava” comigo apenas mentia.”

Com o passar do tempo, todo aquele cuidado que ele sempre teve comigo foi invertido, porque agora era a minha vez de estar com ele, sendo a melhor amiga dele.

O mais difícil foi aceitar a realidade, pois tive que me adaptar àquela nova peculiaridade.

Da cadeira para o sol que batia lá fora; do banho quentinho para a troca rápida de roupa; do sofá para a cama, e nós (irmãos) fomos nos ajudando de forma bacana.

Guardei a dor que sentia dentro do peito, sufoquei em lágrimas muitas vezes para não incomodar ninguém. Algumas vezes, perdi o controle e fiquei sem reação diante da situação.

A minha cabeça no seu peito, as brincadeiras divertidas e o aperto das suas mãos nas minhas é o que mais me faz falta. Estar na sua companhia me alegrava, seu sorriso me motivava e o seu jeito me orgulhava.

No curto espaço, de um ano e pouco, sem escutar a sua voz e sem perceber ele me ensinou as últimas lições “continue não sendo orgulhosa, pois sempre precisamos uns dos outros para nos apoiar e, muitas vezes, nos levantar. Mantenha “as suas pessoas” por perto, mas não permita que elas firam os seus sentimentos e, por isso, não crie expectativa em absolutamente ninguém, porque isso nem sempre convêm. Faça questão de mostrar para “as suas pessoas” o quanto elas são importantes; diga “eu te amo” sempre que tiver vontade e não guarde mágoas ou rancor porque o principal foco da vida é o amor.

E então, ele partiu. E graças a Deus, ele foi tranquilamente, nos envolvendo com a sua paz literalmente. Hoje, ele mora num plano diferente, mas é nítido como a sua presença é tão evidente.

 Desde então, todas as noites, eu olho para o céu, viajo e sempre me acho. Algumas pessoas me perguntam: “Cíntia, por que você olha tanto para o céu?” – Respiro fundo, sorrio para mim mesma e respondo: “Porque o meu amor pelo meu Pai vai além do que posso explicar. Ele continua sendo aquele que me ensina, que me dá paz, que me faz refletir e que me faz existir. Essa imensidão de nuvens é o meu refúgio, as estrelas são os meus pontos de fé. Agora eu tenho um anjo que me protege, que irradia a sua luz e é ela quem me conduz.”

 Deixo aqui o dizer mais importante que aprendi - sou feliz porque fui uma das suas aprendiz’, aliás, o nome dele foi e sempre será Luiz.

             Homenagem ao meu Pai – Luiz Vieira. #11.12.1939 – 02.11.2019#

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

 Hoje (28.09.2020 às 11h05) recebi uma notícia maravilhosa😍

Todos os MEUS POEMAS aqui citados, inclusive o que escrevi para o meu Pai - são aprovados e registrados. 

Então, não adianta plágios por aqui! Ou isto pode lhe causará alguns probleminhas futuros.

Agradeço a todos que acreditam em mim e sempre me incentivam a NUNCA parar de escrever🤍

Eu amo escrever. É, talvez seja um "dom". E eu nunca vou parar!

Gratidão a todos!😘👇🏻


TODOS OS DIREITOS RESERVADOS® Cíntia Vieira

                                



quarta-feira, 23 de setembro de 2020

 Opostos ou Dispostos?

De vez em quando, a gente para no tempo.

Ah! Se ele voltasse, eu faria tudo diferente.

Entretanto, não teria a bagagem que tenho hoje, eu não teria as minhas cicatrizes de mágoas, perdas, culpas, ressentimentos negados por mim até então, estes quais estou aprendendo a lidar, a disciplinar.

Muitos passaram pela minha vida e sei que muitos ainda passarão. Necessito de conhecimentos novos, de amizades e de emoções novas.

Assim, vou me descontruindo e construindo uma nova versão de mim mesma, de pensamentos e críticas que são gerados em minha cabeça e em minha razão.

Aprendi a não julgar, mas são tantos julgamentos que escuto aqui e acolá. Observo-me e me vigio para não me tornar um indivíduo igual, sendo cada vez mais justa com os outros, comigo.

Temos tanto ainda o que aprender, a reler, a estudar, a nos reestruturar, através de sentimentos desconhecidos, e por que não mesquinhos?

Somente desta forma, que iremos alcançar a plenitude de que o essencial é viver em paz consigo mesmo, com aqueles que são parecidos conosco e não o oposto.

Autoria: Cíntia Vieira


terça-feira, 22 de setembro de 2020

 Falando sobre Pontos e Pontuações

A vírgula causa dúvidas e más interpretações. Mas o que seria do poema, do verso, da frase e dos textos sem essa incrível linha torta, ou não – espera - de uma barra acentuada para baixo, ou... ela é tão difícil de ser explicada, mas quando ela está nos contextos ela é fácil de ser interpretada. Porque sem ela qualquer um pode analisar casos e acasos do seu jeito, lhe trazendo benefícios e desviando os sacrifícios. Dando uma pausa entre uma ideia e outra sem muito dificultar, mas prestando atenção no que ela está querendo “passar”.

Já o ponto e vírgula é fora do comum; muita gente nem sabe para o que é usado e sequer sabe o fundamento que se tem. É aquele meio entre a vírgula e o ponto final, que se quer acrescentar e com aquela longa pausa poder mais ressaltar.

O ponto final é o complicado da relação, pois muitas vezes, com ele se destrói um coração. Não se compreende muito bem a sua situação, mas normalmente ele até que tem uma boa recepção. É comum que tudo tem seu início, meio e fim, e com ele também é assim.

E quando as perguntas surgem na nossa cabeça vem logo a interrogação, mas o que tudo isso tem a ver com poemas e textos? É simples. Essa pontuação eleva a nossa curiosidade de forma que queremos aprender sempre mais. Usada para mostrar que o outro sempre tem dúvida, seja em diálogos entre as pessoas próximas ou não. Não é mesmo? Digamos que é um ponto importante e que deve ser constante.

E logo ali está o ponto de exclamação. Ele é usado para indicar alegria, tristeza, irritação e tantas outras situações. Ó, que maravilha! Um ponto tão bonito que eu gostaria de colocar em tudo, pois há tantas palavras que devem ser exaltadas que merecem toda atenção, mas claro que isso depende da interpretação!

E por fim, temos as “aspas” que são usadas para “destacar” partes importantes daquilo que se quer dizer, explicar ou falar. São tão admiráveis e bonitas quando bem colocadas; E é sempre bom usá-las, mas sabendo da sua importância, pois muitas vezes, o outro não “compreende” a sua concordância.

 

AUTORIA: Cíntia Vieira



Às vezes, é necessário parar e refletir sobre a vida.

Descobrimos que muitas mágoas e rancores são guardados e nem percebemos. Mas é tão difícil esquecer aborrecimentos que nós mesmos nos permitimos ter, sentir. Sim, nós consentimos – e isso se chama expectativa, confiança, pois é exatamente isso que depositamos nas pessoas. E de repente, elas quebram, ferem - com palavras que entram na nossa mente e ali perpetuam por muito tempo.

Alguns dizem “perdão é essencial”, e eu concordo. Não perdoar somente aqueles que nos machucaram e até mesmo nos fizeram sangrar, mas perdoar a nós mesmos, para poder seguir a vida, para nos libertar de sentimentos negativos e culpas, porque esse é o caminho do amor próprio.

Estamos sempre evoluindo, e os fracassos, desânimos, fazem parte dessa fase.

Temos que só aprender a lidar com essas dificuldades externas e internas, mas não permitir que elas criem raízes, que ela nos torne amarga, que ela nos afunde.

Nós, o mundo, o teu próximo - precisa de amor. Estamos todos carentes de atenção, de reciprocidade, de empatia, e principalmente, de fé.

Por ora, nesta jornada de desenvolvimento, façamos nossa parte. Não permitindo que a raiva e o “dia ruim” machuque, e até mesmo, espante aqueles que realmente sem importam conosco.

Amando a nós mesmos, os maus fluídos vão se embora, e os sentimentos bons transbordam. Nem sempre é fácil pensar dessa forma, mas é sempre bom fazer uma íntima reforma.

Autoria: Cíntia Vieira 


quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Alguém especial!

💚- Acabei encontrando ELE por aí!

Sabe quando parece que o mundo te coloca de ponta cabeça? – Foi exatamente desse jeito que ele me encontrou.

Na verdade, nos encontramos num momento difícil e delicado da minha vida. Em meio a tantas desilusões e falsas esperanças. Tudo porque eu estava meio chateada, depressiva e totalmente sem saber o que fazer da vida.

De repente, com o passar dos dias - ele me arrancava os maiores sorrisos com todo aquele jeito galanteador e extremamente lindo. - Nossa! Eu realmente me perdia naquele sorriso, naquele rosto perfeito, naquele olhar encantador e naqueles cabelos bagunçados.

Em pouco tempo de amizade, soltei as maiores gargalhadas. Me senti a mulher mais feliz e amada do mundo. Ele se tornou o a minha dose diária de alegria!~💕

Eu amava sentir o perfume dele, amava admirar a beleza dele, e o jeito malandro que ele carregava dentro de si. Ele era o “complicado e perfeitinho” que Deus havia me enviado de presente.

Eu nunca acreditei em amor à primeira vista, mas a partir do momento em que o vi – passei a acreditar.

Eu o via sempre rodeado de mulheres, e ele? – Ah, ele! Sempre foi o mesmo comigo e com os amigos. Isso que sempre me encantou nele - nunca mudou o jeito e sequer tentou mudar o meu. Percebei que a minha amizade foi mudando, ainda assim, para não perder a amizade dele, o escutava dizer que eu era a melhor amiga que ele já teve. 

Contudo, as coisas não poderiam mais continuar do jeito que estavam, e eu resolvi me afastar, pois, o medo de se machucar novamente era grande. Meus sentimentos estavam confusos, e eu deveria pedir desculpas por amá-lo em tão pouco tempo de amizade.

Mas a vida é uma caixinha de surpresa...!

Então ele decidiu mostrar para mim que não havia entrado na minha vida para ser somente mais um, porque para ele desde o começo foi amor também. O tempo só nos aproximou e a amizade que construímos foi tão envolvente que criamos laços eternos de confidências e doçuras.

Dessa forma, conquistamos o mundo juntos, o respeito e a cumplicidade.

 

E é por isso que o sorriso dele ainda mexe tanto comigo. Depois de tantos anos juntos ele ainda me faz gargalhar - somos como duas crianças que ainda estão descobrindo e vivendo a vida. Na verdade, desconfiamos que estamos ligados de outras vidas, porque só nós sabemos a força do amor que nos une. É imensidão e indescritível!

Ele é a melhor pessoa que conheci na vida. E sou grata por todas as noites poder me aninhar no peito dele e cair no sono ali mesmo. Acordo com ele rindo que o braço dele adormeceu. - Ops!

Eu quero ele para minha vida toda, ainda mais sabendo que este sentimento é mútuo.

Desde o início, e até os dias atuais, ele sempre está “lá” por mim e para mim o tempo todo. Protegendo–me de tudo e de todos!

Além dele ser o meu melhor amigo, hoje em dia, eu o chamo de “marido”, de “Tchu”, "cubinho de gelo" "puddin", mas ele é mais conhecido como Hélio Delapenha.

 

E quer saber, ele foi a melhor escolha que fiz na minha vida!

Por isso que “se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz.”

❤~Autoria: Cíntia Vieira #savethedate 07.10.2006~❤



terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Embalos de um mistério!

A música ecoou de fundo tão serena, as batidas descontroladas do meu coração apertado, a luz se apagou e estava na hora do espetáculo. Eu era a estrela que enfeitava aquele palco, coberto por rosas e pétalas amarelas, luzes como num arco-íris refletiam em meu corpo. Não era uma apresentação qualquer como a qual estava acostumada, mas sim para apenas um em especial - um príncipe. Este qual cruzaria meu destino naquela noite. 


Controlei meus batimentos, meu pé direito automaticamente se aliou com a perna em pose de bailarina, e o esquerdo firmou no chão como se estivesse algo me prendendo ali, fechei os olhos e me perdi naquela sintonia, onde minha alma deslumbrava o divino. Ora ou outra, ambas as mãos eram estúpidas num flamenco árduo, em outros os pulsos folheavam naquela plenitude tranquila, onde se encontrava em meu peito, naquele timbre que parecia arrancar a dor do meu âmago. Simplesmente em outros sorria... Sorria para dentro de mim mesma, elevando meu ego e charme naquela sensualidade inocente, traçando gestos doces e brutos. Em certo momento aquele véu de seda caiu em meu rosto, ocultando a minha face alva e maçãs rosadas, os olhos pintados numa figura digital, naquele tom de verde esmeralda. Rodopiei o corpo, escorregando-me ao chão numa oferenda aos deuses, eu estava tão envolvida e como estava. Já não existia mais ninguém e nada, tudo pausou. Me entreti naquela cúpula de cristal e por lá permaneci por horas, isso em meus pensamentos. Até que...
Até que cruzei com aquele olhar, deixando o véu cair espontaneamente, e entre algumas batidas mais secas de quadris e folheados agora mais tímidos, eu me perdi. De livre arbítrio, aquele olhar me fez velejar num mar sem fim em questão de poucos segundos a melodia cessou. Fiquei estática, sem alma, sem cor, porque o príncipe havia roubado tudo isso de mim. Não esbocei reação e nem ele, mas um sorrisinho bobo nos entregou.  E nessa dança dos véus pude ser embalada por um sentimento maior, algo que até hoje me dá combustão, algo que me domina de forma única e tão forte, indescritível.


Algum tempo depois, descobri que não eram somente os passos que me encaminhavam a um sonho que me inspirou, era ele. O destino brincou comigo aquele dia e foi a melhor brincadeira que tive e tenho até hoje. Naquela noite ele foi a minha maior vontade e é por isso que até hoje eu me rendo a ele.

(Autoria - Cíntia Vieira. /Personagens fictícios. Narração em primeira pessoa).

sexta-feira, 15 de março de 2013

   Mudanças


     Acordou naquele dia com o intuito de esquecê-lo e isso estava sendo uma piada, porque ao fazer isso, se lembrava do mesmo o tempo todo.
    É difícil esquecer alguém que a gente acaba criando expectativas e deposita os nossos sonhos. Temos a esperança de que o amanhã será mais fácil, será diferente.
    Diante de tais atitudes, e de falsas promessas - a culpa a atrapalhava; e dentro do seu coração as emoções se encontravam duvidosas, perdidas.
    Entretanto, naquele dia, definitivamente resolveu abrir mão das lembranças, ainda que felizes, porque a dor ganhava disparada e ainda assim machucava.
    
    Não atendeu as ligações dele, sequer quis escutar aquela voz que seria sua rendição. Sabia que precisava ser forte e buscar um equilíbrio dentro de si mesma. 
    E a semana seguiu; e os dias passaram; e o mês foi concluído. 
    Sentia aquela abstinência dele, mas viu que poderia viver sem e que já não era tão torturante assim.
    Fez dele o seu mundo, e com tantos tristezas no caminho, envolveu-se com sentimentos negativos, deixando a baixa estima dominar o que não sabia nem lidar.
    Continuou forte e guerreira em sua jornada. Conectou-se ao amor próprio, a independência.

    E agora, tão tarde, ele havia se dado conta, que ela era o seu mundo e não sabia viver sem sua companhia.
    
    Enquanto ela... Ela passou a vê-lo como apenas mais um. Ela amadureceu e foi em busca dos seus ideais. Havia o avisado tantas e tantas vezes. Mas desta vez era diferente, ela havia  se cansado mesmo.
    
    Abriu as portas para mudanças e deixou o novo entrar, e a sua paz interior lhe abraçar. 
    Tudo isso porque quando uma mulher se cansa, ela se cansa pra valer, e não há nada mais que possa fazê-la sofrer.
(Autoria - Cíntia Vieira. /Personagens fictícios)

Esse tal do Apego



    É incrível esse negócio de você se apegar ao próximo, não é? 
   Algumas pessoas têm a facilidade de chamar atenção, digamos que você só conversa somente uma vez e ela marca a sua vida para sempre. 
    Chega a ser cômico a maneira como nós definimos essa mania boba de “apego”. 
   Muitas vezes, acaba nos machucando e a gente nem percebe. Quando você para e pensa em tudo que está te atormentando, já não encontra mais o ponto de partida. 
    O importante é se lembrar que cada pessoa é insubstituível, não importa quão má, ou quão boa, ela seja. Algumas vão te tocar verdadeiramente e outras sequer você vai sentir que passou pela sua vida. 

    E você então nota que esse tal do “senhor apego" não é um cara tão mal assim; Porque do mesmo jeito que ele fez você se apegar, o desapego surge assim, do nada. 
    Com o tempo, desejamos que as pessoas amadureçam e evoluam positivamente. Todavia, se a evolução acontecer de forma negativa e o desapontamento nos ferir, a gente pergunta: "Mais essa pessoa fez parte da minha vida mesmo?"

(Autoria - Cíntia Vieira. /Personagens fictícios)

Inalcançável


    Entre os meus sonhos e a minha realidade existe um ponto inalcançável, algo que eu me vigio para compreender além dos princípios que acho certo. 
    É engraçado porque não é assim que deveriam ser as coisas, existe uma espécie que separa esse vazio que nem eu mesma sei explicar, uma espécie de muro - rústico e imenso, que quanto mais eu tento entender, mas ele se perde e eu vou me perdendo junto. 
    Quando acho que já não posso mais suportar os meus limites e ir além, as saídas surgem do nada. 
    E lá vêm elas dançando pra mim, solução um, dois e três... 
    Já não me sinto mais perdida como outrora, porque isso eu aprendi com os meus passos, com a minha perspectiva de vida. 
- E isso se chama maturidade.
(Autoria - Cíntia Vieira. /Personagens fictícios)


Coração ou razão?


    De repente é como se tudo se desequilibrasse aqui dentro, ó... Tá vendo? - Pois é. 
    E aí a vontade de me estilhaçar em lágrimas vêm à tona e eu sequer sei o real sofrimento de tantos motivos. 
    Às vezes, acho que vivo em confronto comigo mesma, e me pego pensando em milhões de coisas, pensamentos a mil, e as emoções me traem ao deixar tudo fluir à flor da pele. 
    Acaba que, tudo tumultua, e eu perco as estribeiras, começo a fantasiar cenas, imagino histórias e no fundo eu até sorrio. No entanto, quando me deparo com a realidade é uma coisa totalmente diferente e sem noção. 
    É onde eu volto meio desnorteada, mas ainda assim me pego na esperança de dias melhores. 
    E sabe? – No fundo eu sei que tudo isso é exatamente a minha mente e o meu coração brigando por uma razão.

(Autoria - Cíntia Vieira. /Personagens fictícios)





sábado, 9 de março de 2013

O valor da amizade!


     Os amigos são pra vida toda, são a família que Deus nos permitiu escolher.
    Mas eles também  são como as fases da lua. Ora meio Minguante, que acaba deixando tudo pra depois, pois não está afim naquele instante. Ora Crescente, que está naquela expectativa e adrenalina profunda, e que óbvio, faz com que você faça parte dessa alegria de viver; Ora Cheio - cheio de problemas, de casos e acasos, de idas e vindas, mas não importa o quão ele esteja deprimido, ao menos ele está lá para ao menos dizer “hummm”. 
    E claro, aquele amigo Novo, que você conheceu há pouco tempo. Contudo, tem também aquela amizade que se renova a cada dia entre velhos amigos. Afinal, mesmo vocês sendo  antigos amigos - as conversas fluem, tornam-se grandes e hilárias, a companhia é sempre mágica. 

    E no fundo, você descobre que assim como você, o seu amigo também tem as suas fases, e o mais incrível é que você o respeita, o apoia, continua o amando, porque ele também compreende as suas quedas “de lua”. 

    E de repente, do nada, vocês se conectam novamente e parece que o tempo não passou. Podemos passar horas ali - jogando conversa fora, rindo à toa, e então você o olha no fundo dos olhos e diz: - Obrigada por ser meu amigo, e principalmente, por aguentar os meus piores baques, me fazer chorar diante das verdades que às vezes é tão oculta. Por ser sempre tão verdadeiro e me fazendo voltar sempre para a sua companhia. 

       Por mais que passe o tempo - Você é um daqueles que eu jamais irei abrir mão. Porque um dia bem lá na frente eu quero dizer para mim mesma... Eu sempre tive um amigo pra vida toda.

           💖Obrigada por existir, meu amigo!💖

Em homenagem à alguns grandes amigos que sempre irão ocupar um espaço no meu coração, não importa a distância.
                                        
        (Autoria - Cíntia Vieira) - Poema Editado 22.09.2020 às 18h03.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Noite, risadas e sentimentos...



- Depois de tanto tempo naquela mesmice, foi como voltar ao passado e me envolver naquele globo mágico com luzes coloridas. Os olhos refletiam a dor de um tempo amargurado e esquisito, engraçado que nem é tão distante assim. 
    E daqueles velhos tempos que nos fez sofrer um dia, naquela mesma noite foi somente risadas, piadas de atitudes infantis, mas em certas ocasiões sentia meu coração avançar contra a minha garganta, meu corpo saltitava naquele tango frenético e caloroso, nossos olhares encontravam-se entre chamas e dúvidas, perguntas sem sentido, e nos afastávamos. 
    Era como se o destino jogasse nossas vidas abaixo daquela lua majestosa, onde de repente a garoa caía fininha e desnorteada, e até mesmo essa garoazinha - não conseguiu ficar caindo sobre nossos corpos, deu uma trégua e nós voltamos a sorrir como dois bobos, como duas crianças. 
    Os anjos pareciam que estavam a nossa frente, fazendo com que nós mantivéssemos a tranquilidade. Nessa noite, numa sintonia profunda, ele me passou uma confiança tão gigante, que eu nunca havia sentido antes. 
    Palavras positivas, alegres e que me fez refletir sobre tantas coisas, e aquilo tudo o quê eu sentia no peito, sumiu como pó de pirlimpimpim. 
    Ele me mostrou que eu havia ganhado um amigo pra sempre, alguém que estaria sempre ao meu lado – independente de qualquer situação. 
~ Eu o amava, e sabia que isso seria recíproco, até quando nós... Respirarmos!
(Autoria - Cíntia Vieira. /Personagens fictícios)


quinta-feira, 8 de novembro de 2012


    Incompreensão


De repente meus pés firmaram-se no chão, senti aquele chão frio invadir as minhas veias, a sola do pé; balancei a cabeça por um momento, apenas apoiei ambas as mãos sob a cama, fiquei paralisada pensando sobre a vida. 
    Eu definitivamente não sabia o quê pensar, ou o quê sentir. Estava angustiada. 
  O calor estava terrível, e devido a esse fator eu escutava as hélices do ventilador rodarem freneticamente, enquanto isso aquele vento gostoso batia nos meus cabelos e eu sequer tinha forças para retirar aqueles fios do rosto alvo. 
  Uma música ecoou na minha mente, na verdade eu mal compreendia que música era aquela, mas era uma melodia clássica, que me invadia os tímpanos de forma doentia. 
    E eu, simplesmente voltei a me deitar. E lá estava eu, olhando para o teto do meu quarto, este num amarelo tão clarinho que me fazia viajar. Quando voltei com os pensamentos embaralhados, não consegui nem mesma explicar para eu própria o que havia; era uma luta constante entre eu mesma, a minha alma e o interior sufocante.
    Fechei os olhos e pude sentir os olhos pesados, junto deles, uma lágrima pôs-se a cair e sujar o rosto angelical. Realmente o conflito consigo mesma é o pior de todos, entretanto forcei os olhos, rezei e .... 
Acredito que naquela noite, eu realmente descansei.
(Autoria - Cíntia Vieira. /Personagens fictícios)

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Abrir os olhos



    Ao abrir os olhos, me deparei com um quarto escuro, cortinas brancas esvoaçantes, o trovejar e relâmpagos me assustaram naquela madrugada, minha respiração estava ofegante e minha mão esquerda brutamente foi levada ao peito, foi um choque quando me deparei com a realidade. 
    Ora essa! Foi apenas um sonho, um sonho sem fim, parecia querer me sufocar enquanto eu me encontrava correndo em busca de algo, que nem eu mesma sabia identificar. 
    Incessante, animal, mas que diaxo! Era isso que eu sabia que não era normal. 
    Alguém me ludibriava no sonho, alguém que parecia ser um amigo, este qual carreguei por tantos anos no fundo do coração e por ele seria capaz de enfrentar uma nação. Não, era isso que ele me representou não. 
    Em certos momentos me via desiludida, e este meu amigo ao invés de me dar a mão só queria mesmo era me ver aturdida. Não era já sem fim, quando de repente uma voz me guiou e pelos braços me pegou. 
    Criatura angelical, uma face alva, porém eu mesma o enxergava turvo. Não me parecia um brilho qualquer, era simplesmente algo de doer às vistas, aquele clarão me trouxe paz interior, e em meio às luzes eu me via sorrindo, alguém dizia de fundo "Não pare, eu caminho contigo e quando não puderes mais, eu te carregarei nos braços." 
    A voz era tão suave quanto uma nota musical de bailarina, ritmada em toques singelos, mais parecia anjos, que as sopravam para sair ainda mais bela.


(...) Quando senti um beijo na testa, acordei e desse sonho me lembrei.
(Autoria - Cíntia Vieira. /Personagens fictícios)


       Chiliques e trambiques


    Levanta essa cabeça e deixa de brincar, esse jeito de moleca ainda vai te atrapalhar. 
    Pra você tudo é diversão e bolinha de sabão, pára que a vida não é assim não. 
    Pequenina e exigente, sabe o que é ser experiente, embora muitas vezes, não seja tão presente.      
    Menininha levada, acaba sempre conquistando, e acredite, ela vive sorridente. 
    Nada de muita ladainha, muito menos melação. Só respeita os quais lhe convêm e olhe lá, coração. 
    Sorrisinho delicado e educada até demais, porém quando se explode, sai debaixo que vem mais.
    Aceita quem quer e nada chiliques, afinal ninguém convive com trambiques.

(Autoria - Cíntia Vieira. - Foto: Eu)


quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Momento!


    Durante toda noite, mais toda noite mesmo, ela sempre a visitava. 
    Sim, bastava abrir a janela e lá estava ela brilhante - cheia, parecia esperar para que pudessem conversar. Realmente causava-lhe um êxtase profundo, não sabia como definir tamanho esplendor que representava. 
    Aconteceu tudo de maneira tão intensa. Viu-se bailando dentro dela, as mãos pareciam embaladas numa valsa sem fim, tocava-lhe o próprio corpo, conhecendo-se através de gestos novos; Dedos delicados passavam em seus cabelos compridos entrelaçando alguns fios nos mesmos. A dança era repleta de suavidade, sedução, as cores brincavam ao seu redor, convidando-a para uma dança mais animada, assim seu corpo pôde desfrutar dos prazeres desconhecidos até então. Estava tão distante, tão alto, até mesmo passou a observar arranha-céus daquela incrível altura, seus pezinhos mexiam sem vergonha, pareciam saber o ritmo da música a ser dedilhada.     Poderia dizer que se sentiu uma bailarina dentro de uma caixinha de música, tão pequenina, apenas a melodia e ela. O céu refletia uma tonalidade de azul escuro enfeitados com as estrelas. 
    Ela era brilhosa demais? Somente ela a enxergava desta forma, ou eram todos? Um toque do destino e já não estava mais em um lugar conhecido, era tudo tão tranquilo, trazia paz e acalentava o seu coração. Agora as mãos gesticulavam folheados, enquanto o pulso se contorcia, já as pernas pareciam levitar, mal sentia o chão... na verdade – havia chão? 
    De repente um trovejar, alguns respingos refrescantes, mais ainda assim ela estava lá, bailando. Um sorriso de orelha a orelha delineou nos seus lábios rosados, enquanto inalava passou a sentir o aroma das flores que pareciam dela emanar. 
    Toques sutis; Sentia-se em transe diante daquela noite magnífica. Os braços abriram-se com uma postura forte, parecia uma ave revelando sua feminilidade a ponto de encarar o mundo e esquecer-se de tudo, deixar-se ser guiada para um novo começo. Pés cansados, mas ainda assim firmes para dançar em plena sintonia por muitas horas que se fossem; Não havia sinal algum de quem hesitaria, não naquele momento em que o divino parecia tocar-lhe o mais puro e sensível corpo; Luzes coloridas em furta-cor a envolvia como uma sereia é protegida pelo mar. 
    Faltavam-lhe palavras que a encaixasse dentro do contexto atual. Um tapete florido pôs-se a fazer cócegas nos pés pálidos, contudo sujos. 
    Teciam uma espécie de aromatizante que energizava sua mente e corpo, creio que era disso que precisava diante dos conflitos que enfrentava naquele momento. Tudo minuciosamente detalhado, as mãos alcançavam o espaço e lá tateavam pelos ares desenhos que só a dama sabia descrever, estes quais eram mantidos em sua mente secretamente, e acredite, ela de causar arrepios de tão deslumbrantes e maravilhosos, talvez por passarem tamanha sinceridade. 
    A música ecoava pelo local que estava, entrava pelos ouvidos e mal saíra, era algo que sentiu tão interiormente, que os suspiros e o suor passaram a serem contínuos diante da melodia e o pequenino universo. Exatamente! Pequenino, pois aproveitava cada parte do espaço com passos leves, explorando os mesmos, eram como sinos que soam nas maiores catedrais, fazendo assim a desligar completamente do mundo. 
    Passaram-se horas, minutos, e até mesmos dias...? 
   Ao menos assim a mulher se sentiu diante do fato enigmático ao qual lhe prendeu numa bola cristalina e lá pôde desfrutar da melhor experiência que já teve. 
    Aquilo foi apenas um momento, um curto espaço que seja? - Não, não. Afirma e está ciente de que estava envolvida demais entre a Lua e as estrelas, e o tempo... 
    Ah! Esse se chamava ETERNIDADE.
(Autoria - Cíntia Vieira. /Personagens fictícios)