Incompreensão
De repente meus pés firmaram-se no chão, senti aquele chão frio invadir as minhas veias, a sola do pé; balancei a cabeça por um momento, apenas apoiei ambas as mãos sob a cama, fiquei paralisada pensando sobre a vida.
Eu definitivamente não sabia o quê pensar, ou o quê sentir. Estava angustiada.
O calor estava terrível, e devido a esse fator eu escutava as hélices do ventilador rodarem freneticamente, enquanto isso aquele vento gostoso batia nos meus cabelos e eu sequer tinha forças para retirar aqueles fios do rosto alvo.
Uma música ecoou na minha mente, na verdade eu mal compreendia que música era aquela, mas era uma melodia clássica, que me invadia os tímpanos de forma doentia.
E eu, simplesmente voltei a me deitar. E lá estava eu, olhando para o teto do meu quarto, este num amarelo tão clarinho que me fazia viajar. Quando voltei com os pensamentos embaralhados, não consegui nem mesma explicar para eu própria o que havia; era uma luta constante entre eu mesma, a minha alma e o interior sufocante.
Fechei os olhos e pude sentir os olhos pesados, junto deles, uma lágrima pôs-se a cair e sujar o rosto angelical. Realmente o conflito consigo mesma é o pior de todos, entretanto forcei os olhos, rezei e ....
Acredito que naquela noite, eu realmente descansei.
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| (Autoria - Cíntia Vieira. /Personagens fictícios) |

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