quarta-feira, 30 de setembro de 2020

 Lembrando que este POEMA e os outros são registrados®

NÃO podendo haver plágio de absolutamente nada por aqui😉

 

Fiz este poema em homenagem ao meu pai porque ele foi um super pai pra mim. Sempre fui muito apegada à ele. Nossos laços estão além do que posso explicar!

Desejo que ao ler estas palavras o amor possa transbordar em seus corações e trazer paz, além dos sentimentos mais lindos e verdadeiros que possam existir.

 

Brilha brilha ¸.*☆*.¸ Ao meu Pai! 

Parte I

Sabe, eu não fui planejada, mas todos dizem que por ele, desde o começo, sempre fui muito amada.

Nasci! Tão pequenina que cabia nas mãos. Mamãe até hoje diz “ela nunca me deu trabalho, o dia inteiro ela adormecia e eu até a esquecia.” Já o Papai quando tocou o meu nariz já foi logo me chamando de sorvetinho, pois este era bem geladinho.

Fui crescendo com todo aquele amor envolvente e o meu Pai sempre presente.

Desde muito cedo, com muita dignidade ele me ensinava sobre compaixão, valores e bondade.

Durante a caminhada da vida tive muitos tropeços, e por mais que os espinhos me arranhassem, ele dizia para eu não perder a minha e sempre tomando uma boa xícara de café.

Mesmo com tantos “tapas” ele me ensinava a não revidar porque tudo na vida era lição e eu tinha que aprender a lidar.

Ele me dizia que eu nem sempre iria sair ilesa de uma situação, e por isso algumas cicatrizes iriam ficar em meu coração.

Na época natalina, além da harmonia e reunião familiar, com ele os presentes iria’ comprar. Aprendi a importância de ter uma árvore de natal, além da magia e felicidade de escolher os enfeites, as variedades das bolas natalinas eram surpreendentes, sem falar das luzes dos pisca-pisca que eram tão envolventes.

Domingo depois do almoço era de praxe, pegava os patins nas mãos, e ele todo sorridente me levava até o museu todo contente. Minha infância e o início da adolescência foi brincando com ele nos cipós e no escorregador, e também naquele imenso jardim que até hoje é tão importante pra mim, pois me traz à lembrança de uma época maravilhosa, e hoje - eu digo que é uma saudade sem fim.

Então, conheci o homem da vida e o Papai dizia “Ah, pode casar! Mas sem ela perto de mim eu não posso ficar.”

Casei! A vida ia de vento em popa. Comecei a faculdade. Foi uma fase repleta de conhecimentos e nós dois tínhamos muitos argumentos.

Aprendi com o meu Pai a não esperar por ninguém e sempre que possível – caminhar. Andar era um momento para refletir, além do bem-estar que podia causar.

Desde pequena, ia com ele no mercado e isso passou a ser uma diversão. Aliás, teve as épocas dos fins de semana - do lanche de pão de forma com frios; dos pasteis (ele adorava principalmente o de carne); do suco de tangerina e da rosca de torresmo, pois é, ele sempre colocou a família em primeiro lugar e adorava uma bagunça mesmo.

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