Pequenos cacos e cicatrizes
"Onde está ela, você a viu? E para onde ela foi? - Sim! – Eu a perdi.
Foi tudo uma questão de eu piscar os olhos e ela já não estava mais em minhas mãos.
Pequenina e frágil, azul celeste, embora alguns tons mais escuros de azul a mesclam. Ela está sempre comigo no ombro, é a minha marca de crescimento, de maturidade.
Antes eu era como ela, vivia presa por aqueles pensamentos sem fim, e mal compreendia as pessoas, sequer o mundo.
Ela não pode se perder, porque senão eu também me perco.
Desejo ser assim, como ela, poder voar e ir atrás do meu caminho, de novos conhecimentos e viver em êxtase de felicidade.
Ah! Sim, aí está ela.
No fim, ela sempre acaba voltando para mim, jamais me abandona e está sempre aqui - presa a mim.
Venha cá, minha pintura mais bela!
~ Eu prometi a ele que sempre estaria à disposição; Ouviria suas lamúrias, entenderia a sua ira, confrontaria quem fosse para vê-lo sorrir, zelaria sempre pelo seu descanso e estaria sempre ao vosso lado.
Não houve algum tipo sequer de arrependimento, tudo era preto e branco, até mesmo o sangue cinza... Desde quando? O que aconteceu, o que eu perdi, por que não compreendo essa minha perturbação? - E agora, tão vagamente, lembranças me perseguem e vós... Estais aí, caído e precisa de mim. Mas antes me responda, por que me tratou assim e foi tão sem coração? -

"Sentada naquela gigantesca pedra, avistando toda a beleza que o universo podia me oferecer. Flores do campo me rodeavam e os respingos da cachoeira batiam de leve em minha pele clara e feliz. Levantei-me e diante de tudo que era meu naquele momento.
Meus olhos fitaram o céu azul celeste encoberto de nuvens esbranquiçadas que mais pareciam um desenho artístico, contemplei o brilho do dia, inalei o perfume e agora... Tragam-me o horizonte."

(Autoria - Cíntia Vieira).

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