terça-feira, 22 de setembro de 2020

Às vezes, é necessário parar e refletir sobre a vida.

Descobrimos que muitas mágoas e rancores são guardados e nem percebemos. Mas é tão difícil esquecer aborrecimentos que nós mesmos nos permitimos ter, sentir. Sim, nós consentimos – e isso se chama expectativa, confiança, pois é exatamente isso que depositamos nas pessoas. E de repente, elas quebram, ferem - com palavras que entram na nossa mente e ali perpetuam por muito tempo.

Alguns dizem “perdão é essencial”, e eu concordo. Não perdoar somente aqueles que nos machucaram e até mesmo nos fizeram sangrar, mas perdoar a nós mesmos, para poder seguir a vida, para nos libertar de sentimentos negativos e culpas, porque esse é o caminho do amor próprio.

Estamos sempre evoluindo, e os fracassos, desânimos, fazem parte dessa fase.

Temos que só aprender a lidar com essas dificuldades externas e internas, mas não permitir que elas criem raízes, que ela nos torne amarga, que ela nos afunde.

Nós, o mundo, o teu próximo - precisa de amor. Estamos todos carentes de atenção, de reciprocidade, de empatia, e principalmente, de fé.

Por ora, nesta jornada de desenvolvimento, façamos nossa parte. Não permitindo que a raiva e o “dia ruim” machuque, e até mesmo, espante aqueles que realmente sem importam conosco.

Amando a nós mesmos, os maus fluídos vão se embora, e os sentimentos bons transbordam. Nem sempre é fácil pensar dessa forma, mas é sempre bom fazer uma íntima reforma.

Autoria: Cíntia Vieira 


quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Alguém especial!

💚- Acabei encontrando ELE por aí!

Sabe quando parece que o mundo te coloca de ponta cabeça? – Foi exatamente desse jeito que ele me encontrou.

Na verdade, nos encontramos num momento difícil e delicado da minha vida. Em meio a tantas desilusões e falsas esperanças. Tudo porque eu estava meio chateada, depressiva e totalmente sem saber o que fazer da vida.

De repente, com o passar dos dias - ele me arrancava os maiores sorrisos com todo aquele jeito galanteador e extremamente lindo. - Nossa! Eu realmente me perdia naquele sorriso, naquele rosto perfeito, naquele olhar encantador e naqueles cabelos bagunçados.

Em pouco tempo de amizade, soltei as maiores gargalhadas. Me senti a mulher mais feliz e amada do mundo. Ele se tornou o a minha dose diária de alegria!~💕

Eu amava sentir o perfume dele, amava admirar a beleza dele, e o jeito malandro que ele carregava dentro de si. Ele era o “complicado e perfeitinho” que Deus havia me enviado de presente.

Eu nunca acreditei em amor à primeira vista, mas a partir do momento em que o vi – passei a acreditar.

Eu o via sempre rodeado de mulheres, e ele? – Ah, ele! Sempre foi o mesmo comigo e com os amigos. Isso que sempre me encantou nele - nunca mudou o jeito e sequer tentou mudar o meu. Percebei que a minha amizade foi mudando, ainda assim, para não perder a amizade dele, o escutava dizer que eu era a melhor amiga que ele já teve. 

Contudo, as coisas não poderiam mais continuar do jeito que estavam, e eu resolvi me afastar, pois, o medo de se machucar novamente era grande. Meus sentimentos estavam confusos, e eu deveria pedir desculpas por amá-lo em tão pouco tempo de amizade.

Mas a vida é uma caixinha de surpresa...!

Então ele decidiu mostrar para mim que não havia entrado na minha vida para ser somente mais um, porque para ele desde o começo foi amor também. O tempo só nos aproximou e a amizade que construímos foi tão envolvente que criamos laços eternos de confidências e doçuras.

Dessa forma, conquistamos o mundo juntos, o respeito e a cumplicidade.

 

E é por isso que o sorriso dele ainda mexe tanto comigo. Depois de tantos anos juntos ele ainda me faz gargalhar - somos como duas crianças que ainda estão descobrindo e vivendo a vida. Na verdade, desconfiamos que estamos ligados de outras vidas, porque só nós sabemos a força do amor que nos une. É imensidão e indescritível!

Ele é a melhor pessoa que conheci na vida. E sou grata por todas as noites poder me aninhar no peito dele e cair no sono ali mesmo. Acordo com ele rindo que o braço dele adormeceu. - Ops!

Eu quero ele para minha vida toda, ainda mais sabendo que este sentimento é mútuo.

Desde o início, e até os dias atuais, ele sempre está “lá” por mim e para mim o tempo todo. Protegendo–me de tudo e de todos!

Além dele ser o meu melhor amigo, hoje em dia, eu o chamo de “marido”, de “Tchu”, "cubinho de gelo" "puddin", mas ele é mais conhecido como Hélio Delapenha.

 

E quer saber, ele foi a melhor escolha que fiz na minha vida!

Por isso que “se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz.”

❤~Autoria: Cíntia Vieira #savethedate 07.10.2006~❤



terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Embalos de um mistério!

A música ecoou de fundo tão serena, as batidas descontroladas do meu coração apertado, a luz se apagou e estava na hora do espetáculo. Eu era a estrela que enfeitava aquele palco, coberto por rosas e pétalas amarelas, luzes como num arco-íris refletiam em meu corpo. Não era uma apresentação qualquer como a qual estava acostumada, mas sim para apenas um em especial - um príncipe. Este qual cruzaria meu destino naquela noite. 


Controlei meus batimentos, meu pé direito automaticamente se aliou com a perna em pose de bailarina, e o esquerdo firmou no chão como se estivesse algo me prendendo ali, fechei os olhos e me perdi naquela sintonia, onde minha alma deslumbrava o divino. Ora ou outra, ambas as mãos eram estúpidas num flamenco árduo, em outros os pulsos folheavam naquela plenitude tranquila, onde se encontrava em meu peito, naquele timbre que parecia arrancar a dor do meu âmago. Simplesmente em outros sorria... Sorria para dentro de mim mesma, elevando meu ego e charme naquela sensualidade inocente, traçando gestos doces e brutos. Em certo momento aquele véu de seda caiu em meu rosto, ocultando a minha face alva e maçãs rosadas, os olhos pintados numa figura digital, naquele tom de verde esmeralda. Rodopiei o corpo, escorregando-me ao chão numa oferenda aos deuses, eu estava tão envolvida e como estava. Já não existia mais ninguém e nada, tudo pausou. Me entreti naquela cúpula de cristal e por lá permaneci por horas, isso em meus pensamentos. Até que...
Até que cruzei com aquele olhar, deixando o véu cair espontaneamente, e entre algumas batidas mais secas de quadris e folheados agora mais tímidos, eu me perdi. De livre arbítrio, aquele olhar me fez velejar num mar sem fim em questão de poucos segundos a melodia cessou. Fiquei estática, sem alma, sem cor, porque o príncipe havia roubado tudo isso de mim. Não esbocei reação e nem ele, mas um sorrisinho bobo nos entregou.  E nessa dança dos véus pude ser embalada por um sentimento maior, algo que até hoje me dá combustão, algo que me domina de forma única e tão forte, indescritível.


Algum tempo depois, descobri que não eram somente os passos que me encaminhavam a um sonho que me inspirou, era ele. O destino brincou comigo aquele dia e foi a melhor brincadeira que tive e tenho até hoje. Naquela noite ele foi a minha maior vontade e é por isso que até hoje eu me rendo a ele.

(Autoria - Cíntia Vieira. /Personagens fictícios. Narração em primeira pessoa).

sexta-feira, 15 de março de 2013

   Mudanças


     Acordou naquele dia com o intuito de esquecê-lo e isso estava sendo uma piada, porque ao fazer isso, se lembrava do mesmo o tempo todo.
    É difícil esquecer alguém que a gente acaba criando expectativas e deposita os nossos sonhos. Temos a esperança de que o amanhã será mais fácil, será diferente.
    Diante de tais atitudes, e de falsas promessas - a culpa a atrapalhava; e dentro do seu coração as emoções se encontravam duvidosas, perdidas.
    Entretanto, naquele dia, definitivamente resolveu abrir mão das lembranças, ainda que felizes, porque a dor ganhava disparada e ainda assim machucava.
    
    Não atendeu as ligações dele, sequer quis escutar aquela voz que seria sua rendição. Sabia que precisava ser forte e buscar um equilíbrio dentro de si mesma. 
    E a semana seguiu; e os dias passaram; e o mês foi concluído. 
    Sentia aquela abstinência dele, mas viu que poderia viver sem e que já não era tão torturante assim.
    Fez dele o seu mundo, e com tantos tristezas no caminho, envolveu-se com sentimentos negativos, deixando a baixa estima dominar o que não sabia nem lidar.
    Continuou forte e guerreira em sua jornada. Conectou-se ao amor próprio, a independência.

    E agora, tão tarde, ele havia se dado conta, que ela era o seu mundo e não sabia viver sem sua companhia.
    
    Enquanto ela... Ela passou a vê-lo como apenas mais um. Ela amadureceu e foi em busca dos seus ideais. Havia o avisado tantas e tantas vezes. Mas desta vez era diferente, ela havia  se cansado mesmo.
    
    Abriu as portas para mudanças e deixou o novo entrar, e a sua paz interior lhe abraçar. 
    Tudo isso porque quando uma mulher se cansa, ela se cansa pra valer, e não há nada mais que possa fazê-la sofrer.
(Autoria - Cíntia Vieira. /Personagens fictícios)

Esse tal do Apego



    É incrível esse negócio de você se apegar ao próximo, não é? 
   Algumas pessoas têm a facilidade de chamar atenção, digamos que você só conversa somente uma vez e ela marca a sua vida para sempre. 
    Chega a ser cômico a maneira como nós definimos essa mania boba de “apego”. 
   Muitas vezes, acaba nos machucando e a gente nem percebe. Quando você para e pensa em tudo que está te atormentando, já não encontra mais o ponto de partida. 
    O importante é se lembrar que cada pessoa é insubstituível, não importa quão má, ou quão boa, ela seja. Algumas vão te tocar verdadeiramente e outras sequer você vai sentir que passou pela sua vida. 

    E você então nota que esse tal do “senhor apego" não é um cara tão mal assim; Porque do mesmo jeito que ele fez você se apegar, o desapego surge assim, do nada. 
    Com o tempo, desejamos que as pessoas amadureçam e evoluam positivamente. Todavia, se a evolução acontecer de forma negativa e o desapontamento nos ferir, a gente pergunta: "Mais essa pessoa fez parte da minha vida mesmo?"

(Autoria - Cíntia Vieira. /Personagens fictícios)

Inalcançável


    Entre os meus sonhos e a minha realidade existe um ponto inalcançável, algo que eu me vigio para compreender além dos princípios que acho certo. 
    É engraçado porque não é assim que deveriam ser as coisas, existe uma espécie que separa esse vazio que nem eu mesma sei explicar, uma espécie de muro - rústico e imenso, que quanto mais eu tento entender, mas ele se perde e eu vou me perdendo junto. 
    Quando acho que já não posso mais suportar os meus limites e ir além, as saídas surgem do nada. 
    E lá vêm elas dançando pra mim, solução um, dois e três... 
    Já não me sinto mais perdida como outrora, porque isso eu aprendi com os meus passos, com a minha perspectiva de vida. 
- E isso se chama maturidade.
(Autoria - Cíntia Vieira. /Personagens fictícios)


Coração ou razão?


    De repente é como se tudo se desequilibrasse aqui dentro, ó... Tá vendo? - Pois é. 
    E aí a vontade de me estilhaçar em lágrimas vêm à tona e eu sequer sei o real sofrimento de tantos motivos. 
    Às vezes, acho que vivo em confronto comigo mesma, e me pego pensando em milhões de coisas, pensamentos a mil, e as emoções me traem ao deixar tudo fluir à flor da pele. 
    Acaba que, tudo tumultua, e eu perco as estribeiras, começo a fantasiar cenas, imagino histórias e no fundo eu até sorrio. No entanto, quando me deparo com a realidade é uma coisa totalmente diferente e sem noção. 
    É onde eu volto meio desnorteada, mas ainda assim me pego na esperança de dias melhores. 
    E sabe? – No fundo eu sei que tudo isso é exatamente a minha mente e o meu coração brigando por uma razão.

(Autoria - Cíntia Vieira. /Personagens fictícios)