quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Parte II

Certa vez, perguntei para ele, “Mas, Pai! Algumas pessoas (amigos, família, colegas) nem te procura e nem sequer vejo ligarem para saber como estás. Por que o senhor faz tanta questão de manter contato?” – Ele com toda aquela sabedoria e generosidade se ajeitou no sofá, tirou o boné e passou a mão na cabeça, segurou os óculos numa das mãos e me respondeu: “- Filhota! Você já pensou, eu não ligo para eles e eles também não se importam comigo. É exatamente assim que amizades são desfeitas e famílias são esquecidas.” 

- Hoje, eu diria para ele “Concordo com o Senhor. Mas aos que amo e quero que permaneçam na minha vida, eu faço questão de manter contato. Confesso que a minha lista diminuiu (família, amigos e colegas) muito, Pai. Porque aprendi que para manter sentimentos tem que haver reciprocidade e empatia, e eu descobri que muitos que “carregava” comigo apenas mentia.”

Com o passar do tempo, todo aquele cuidado que ele sempre teve comigo foi invertido, porque agora era a minha vez de estar com ele, sendo a melhor amiga dele.

O mais difícil foi aceitar a realidade, pois tive que me adaptar àquela nova peculiaridade.

Da cadeira para o sol que batia lá fora; do banho quentinho para a troca rápida de roupa; do sofá para a cama, e nós (irmãos) fomos nos ajudando de forma bacana.

Guardei a dor que sentia dentro do peito, sufoquei em lágrimas muitas vezes para não incomodar ninguém. Algumas vezes, perdi o controle e fiquei sem reação diante da situação.

A minha cabeça no seu peito, as brincadeiras divertidas e o aperto das suas mãos nas minhas é o que mais me faz falta. Estar na sua companhia me alegrava, seu sorriso me motivava e o seu jeito me orgulhava.

No curto espaço, de um ano e pouco, sem escutar a sua voz e sem perceber ele me ensinou as últimas lições “continue não sendo orgulhosa, pois sempre precisamos uns dos outros para nos apoiar e, muitas vezes, nos levantar. Mantenha “as suas pessoas” por perto, mas não permita que elas firam os seus sentimentos e, por isso, não crie expectativa em absolutamente ninguém, porque isso nem sempre convêm. Faça questão de mostrar para “as suas pessoas” o quanto elas são importantes; diga “eu te amo” sempre que tiver vontade e não guarde mágoas ou rancor porque o principal foco da vida é o amor.

E então, ele partiu. E graças a Deus, ele foi tranquilamente, nos envolvendo com a sua paz literalmente. Hoje, ele mora num plano diferente, mas é nítido como a sua presença é tão evidente.

 Desde então, todas as noites, eu olho para o céu, viajo e sempre me acho. Algumas pessoas me perguntam: “Cíntia, por que você olha tanto para o céu?” – Respiro fundo, sorrio para mim mesma e respondo: “Porque o meu amor pelo meu Pai vai além do que posso explicar. Ele continua sendo aquele que me ensina, que me dá paz, que me faz refletir e que me faz existir. Essa imensidão de nuvens é o meu refúgio, as estrelas são os meus pontos de fé. Agora eu tenho um anjo que me protege, que irradia a sua luz e é ela quem me conduz.”

 Deixo aqui o dizer mais importante que aprendi - sou feliz porque fui uma das suas aprendiz’, aliás, o nome dele foi e sempre será Luiz.

             Homenagem ao meu Pai – Luiz Vieira. #11.12.1939 – 02.11.2019#

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

 Hoje (28.09.2020 às 11h05) recebi uma notícia maravilhosa😍

Todos os MEUS POEMAS aqui citados, inclusive o que escrevi para o meu Pai - são aprovados e registrados. 

Então, não adianta plágios por aqui! Ou isto pode lhe causará alguns probleminhas futuros.

Agradeço a todos que acreditam em mim e sempre me incentivam a NUNCA parar de escrever🤍

Eu amo escrever. É, talvez seja um "dom". E eu nunca vou parar!

Gratidão a todos!😘👇🏻


TODOS OS DIREITOS RESERVADOS® Cíntia Vieira

                                



quarta-feira, 23 de setembro de 2020

 Opostos ou Dispostos?

De vez em quando, a gente para no tempo.

Ah! Se ele voltasse, eu faria tudo diferente.

Entretanto, não teria a bagagem que tenho hoje, eu não teria as minhas cicatrizes de mágoas, perdas, culpas, ressentimentos negados por mim até então, estes quais estou aprendendo a lidar, a disciplinar.

Muitos passaram pela minha vida e sei que muitos ainda passarão. Necessito de conhecimentos novos, de amizades e de emoções novas.

Assim, vou me descontruindo e construindo uma nova versão de mim mesma, de pensamentos e críticas que são gerados em minha cabeça e em minha razão.

Aprendi a não julgar, mas são tantos julgamentos que escuto aqui e acolá. Observo-me e me vigio para não me tornar um indivíduo igual, sendo cada vez mais justa com os outros, comigo.

Temos tanto ainda o que aprender, a reler, a estudar, a nos reestruturar, através de sentimentos desconhecidos, e por que não mesquinhos?

Somente desta forma, que iremos alcançar a plenitude de que o essencial é viver em paz consigo mesmo, com aqueles que são parecidos conosco e não o oposto.

Autoria: Cíntia Vieira


terça-feira, 22 de setembro de 2020

 Falando sobre Pontos e Pontuações

A vírgula causa dúvidas e más interpretações. Mas o que seria do poema, do verso, da frase e dos textos sem essa incrível linha torta, ou não – espera - de uma barra acentuada para baixo, ou... ela é tão difícil de ser explicada, mas quando ela está nos contextos ela é fácil de ser interpretada. Porque sem ela qualquer um pode analisar casos e acasos do seu jeito, lhe trazendo benefícios e desviando os sacrifícios. Dando uma pausa entre uma ideia e outra sem muito dificultar, mas prestando atenção no que ela está querendo “passar”.

Já o ponto e vírgula é fora do comum; muita gente nem sabe para o que é usado e sequer sabe o fundamento que se tem. É aquele meio entre a vírgula e o ponto final, que se quer acrescentar e com aquela longa pausa poder mais ressaltar.

O ponto final é o complicado da relação, pois muitas vezes, com ele se destrói um coração. Não se compreende muito bem a sua situação, mas normalmente ele até que tem uma boa recepção. É comum que tudo tem seu início, meio e fim, e com ele também é assim.

E quando as perguntas surgem na nossa cabeça vem logo a interrogação, mas o que tudo isso tem a ver com poemas e textos? É simples. Essa pontuação eleva a nossa curiosidade de forma que queremos aprender sempre mais. Usada para mostrar que o outro sempre tem dúvida, seja em diálogos entre as pessoas próximas ou não. Não é mesmo? Digamos que é um ponto importante e que deve ser constante.

E logo ali está o ponto de exclamação. Ele é usado para indicar alegria, tristeza, irritação e tantas outras situações. Ó, que maravilha! Um ponto tão bonito que eu gostaria de colocar em tudo, pois há tantas palavras que devem ser exaltadas que merecem toda atenção, mas claro que isso depende da interpretação!

E por fim, temos as “aspas” que são usadas para “destacar” partes importantes daquilo que se quer dizer, explicar ou falar. São tão admiráveis e bonitas quando bem colocadas; E é sempre bom usá-las, mas sabendo da sua importância, pois muitas vezes, o outro não “compreende” a sua concordância.

 

AUTORIA: Cíntia Vieira



Às vezes, é necessário parar e refletir sobre a vida.

Descobrimos que muitas mágoas e rancores são guardados e nem percebemos. Mas é tão difícil esquecer aborrecimentos que nós mesmos nos permitimos ter, sentir. Sim, nós consentimos – e isso se chama expectativa, confiança, pois é exatamente isso que depositamos nas pessoas. E de repente, elas quebram, ferem - com palavras que entram na nossa mente e ali perpetuam por muito tempo.

Alguns dizem “perdão é essencial”, e eu concordo. Não perdoar somente aqueles que nos machucaram e até mesmo nos fizeram sangrar, mas perdoar a nós mesmos, para poder seguir a vida, para nos libertar de sentimentos negativos e culpas, porque esse é o caminho do amor próprio.

Estamos sempre evoluindo, e os fracassos, desânimos, fazem parte dessa fase.

Temos que só aprender a lidar com essas dificuldades externas e internas, mas não permitir que elas criem raízes, que ela nos torne amarga, que ela nos afunde.

Nós, o mundo, o teu próximo - precisa de amor. Estamos todos carentes de atenção, de reciprocidade, de empatia, e principalmente, de fé.

Por ora, nesta jornada de desenvolvimento, façamos nossa parte. Não permitindo que a raiva e o “dia ruim” machuque, e até mesmo, espante aqueles que realmente sem importam conosco.

Amando a nós mesmos, os maus fluídos vão se embora, e os sentimentos bons transbordam. Nem sempre é fácil pensar dessa forma, mas é sempre bom fazer uma íntima reforma.

Autoria: Cíntia Vieira 


quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Alguém especial!

💚- Acabei encontrando ELE por aí!

Sabe quando parece que o mundo te coloca de ponta cabeça? – Foi exatamente desse jeito que ele me encontrou.

Na verdade, nos encontramos num momento difícil e delicado da minha vida. Em meio a tantas desilusões e falsas esperanças. Tudo porque eu estava meio chateada, depressiva e totalmente sem saber o que fazer da vida.

De repente, com o passar dos dias - ele me arrancava os maiores sorrisos com todo aquele jeito galanteador e extremamente lindo. - Nossa! Eu realmente me perdia naquele sorriso, naquele rosto perfeito, naquele olhar encantador e naqueles cabelos bagunçados.

Em pouco tempo de amizade, soltei as maiores gargalhadas. Me senti a mulher mais feliz e amada do mundo. Ele se tornou o a minha dose diária de alegria!~💕

Eu amava sentir o perfume dele, amava admirar a beleza dele, e o jeito malandro que ele carregava dentro de si. Ele era o “complicado e perfeitinho” que Deus havia me enviado de presente.

Eu nunca acreditei em amor à primeira vista, mas a partir do momento em que o vi – passei a acreditar.

Eu o via sempre rodeado de mulheres, e ele? – Ah, ele! Sempre foi o mesmo comigo e com os amigos. Isso que sempre me encantou nele - nunca mudou o jeito e sequer tentou mudar o meu. Percebei que a minha amizade foi mudando, ainda assim, para não perder a amizade dele, o escutava dizer que eu era a melhor amiga que ele já teve. 

Contudo, as coisas não poderiam mais continuar do jeito que estavam, e eu resolvi me afastar, pois, o medo de se machucar novamente era grande. Meus sentimentos estavam confusos, e eu deveria pedir desculpas por amá-lo em tão pouco tempo de amizade.

Mas a vida é uma caixinha de surpresa...!

Então ele decidiu mostrar para mim que não havia entrado na minha vida para ser somente mais um, porque para ele desde o começo foi amor também. O tempo só nos aproximou e a amizade que construímos foi tão envolvente que criamos laços eternos de confidências e doçuras.

Dessa forma, conquistamos o mundo juntos, o respeito e a cumplicidade.

 

E é por isso que o sorriso dele ainda mexe tanto comigo. Depois de tantos anos juntos ele ainda me faz gargalhar - somos como duas crianças que ainda estão descobrindo e vivendo a vida. Na verdade, desconfiamos que estamos ligados de outras vidas, porque só nós sabemos a força do amor que nos une. É imensidão e indescritível!

Ele é a melhor pessoa que conheci na vida. E sou grata por todas as noites poder me aninhar no peito dele e cair no sono ali mesmo. Acordo com ele rindo que o braço dele adormeceu. - Ops!

Eu quero ele para minha vida toda, ainda mais sabendo que este sentimento é mútuo.

Desde o início, e até os dias atuais, ele sempre está “lá” por mim e para mim o tempo todo. Protegendo–me de tudo e de todos!

Além dele ser o meu melhor amigo, hoje em dia, eu o chamo de “marido”, de “Tchu”, "cubinho de gelo" "puddin", mas ele é mais conhecido como Hélio Delapenha.

 

E quer saber, ele foi a melhor escolha que fiz na minha vida!

Por isso que “se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz.”

❤~Autoria: Cíntia Vieira #savethedate 07.10.2006~❤



terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Embalos de um mistério!

A música ecoou de fundo tão serena, as batidas descontroladas do meu coração apertado, a luz se apagou e estava na hora do espetáculo. Eu era a estrela que enfeitava aquele palco, coberto por rosas e pétalas amarelas, luzes como num arco-íris refletiam em meu corpo. Não era uma apresentação qualquer como a qual estava acostumada, mas sim para apenas um em especial - um príncipe. Este qual cruzaria meu destino naquela noite. 


Controlei meus batimentos, meu pé direito automaticamente se aliou com a perna em pose de bailarina, e o esquerdo firmou no chão como se estivesse algo me prendendo ali, fechei os olhos e me perdi naquela sintonia, onde minha alma deslumbrava o divino. Ora ou outra, ambas as mãos eram estúpidas num flamenco árduo, em outros os pulsos folheavam naquela plenitude tranquila, onde se encontrava em meu peito, naquele timbre que parecia arrancar a dor do meu âmago. Simplesmente em outros sorria... Sorria para dentro de mim mesma, elevando meu ego e charme naquela sensualidade inocente, traçando gestos doces e brutos. Em certo momento aquele véu de seda caiu em meu rosto, ocultando a minha face alva e maçãs rosadas, os olhos pintados numa figura digital, naquele tom de verde esmeralda. Rodopiei o corpo, escorregando-me ao chão numa oferenda aos deuses, eu estava tão envolvida e como estava. Já não existia mais ninguém e nada, tudo pausou. Me entreti naquela cúpula de cristal e por lá permaneci por horas, isso em meus pensamentos. Até que...
Até que cruzei com aquele olhar, deixando o véu cair espontaneamente, e entre algumas batidas mais secas de quadris e folheados agora mais tímidos, eu me perdi. De livre arbítrio, aquele olhar me fez velejar num mar sem fim em questão de poucos segundos a melodia cessou. Fiquei estática, sem alma, sem cor, porque o príncipe havia roubado tudo isso de mim. Não esbocei reação e nem ele, mas um sorrisinho bobo nos entregou.  E nessa dança dos véus pude ser embalada por um sentimento maior, algo que até hoje me dá combustão, algo que me domina de forma única e tão forte, indescritível.


Algum tempo depois, descobri que não eram somente os passos que me encaminhavam a um sonho que me inspirou, era ele. O destino brincou comigo aquele dia e foi a melhor brincadeira que tive e tenho até hoje. Naquela noite ele foi a minha maior vontade e é por isso que até hoje eu me rendo a ele.

(Autoria - Cíntia Vieira. /Personagens fictícios. Narração em primeira pessoa).