terça-feira, 22 de setembro de 2020

 Falando sobre Pontos e Pontuações

A vírgula causa dúvidas e más interpretações. Mas o que seria do poema, do verso, da frase e dos textos sem essa incrível linha torta, ou não – espera - de uma barra acentuada para baixo, ou... ela é tão difícil de ser explicada, mas quando ela está nos contextos ela é fácil de ser interpretada. Porque sem ela qualquer um pode analisar casos e acasos do seu jeito, lhe trazendo benefícios e desviando os sacrifícios. Dando uma pausa entre uma ideia e outra sem muito dificultar, mas prestando atenção no que ela está querendo “passar”.

Já o ponto e vírgula é fora do comum; muita gente nem sabe para o que é usado e sequer sabe o fundamento que se tem. É aquele meio entre a vírgula e o ponto final, que se quer acrescentar e com aquela longa pausa poder mais ressaltar.

O ponto final é o complicado da relação, pois muitas vezes, com ele se destrói um coração. Não se compreende muito bem a sua situação, mas normalmente ele até que tem uma boa recepção. É comum que tudo tem seu início, meio e fim, e com ele também é assim.

E quando as perguntas surgem na nossa cabeça vem logo a interrogação, mas o que tudo isso tem a ver com poemas e textos? É simples. Essa pontuação eleva a nossa curiosidade de forma que queremos aprender sempre mais. Usada para mostrar que o outro sempre tem dúvida, seja em diálogos entre as pessoas próximas ou não. Não é mesmo? Digamos que é um ponto importante e que deve ser constante.

E logo ali está o ponto de exclamação. Ele é usado para indicar alegria, tristeza, irritação e tantas outras situações. Ó, que maravilha! Um ponto tão bonito que eu gostaria de colocar em tudo, pois há tantas palavras que devem ser exaltadas que merecem toda atenção, mas claro que isso depende da interpretação!

E por fim, temos as “aspas” que são usadas para “destacar” partes importantes daquilo que se quer dizer, explicar ou falar. São tão admiráveis e bonitas quando bem colocadas; E é sempre bom usá-las, mas sabendo da sua importância, pois muitas vezes, o outro não “compreende” a sua concordância.

 

AUTORIA: Cíntia Vieira



Às vezes, é necessário parar e refletir sobre a vida.

Descobrimos que muitas mágoas e rancores são guardados e nem percebemos. Mas é tão difícil esquecer aborrecimentos que nós mesmos nos permitimos ter, sentir. Sim, nós consentimos – e isso se chama expectativa, confiança, pois é exatamente isso que depositamos nas pessoas. E de repente, elas quebram, ferem - com palavras que entram na nossa mente e ali perpetuam por muito tempo.

Alguns dizem “perdão é essencial”, e eu concordo. Não perdoar somente aqueles que nos machucaram e até mesmo nos fizeram sangrar, mas perdoar a nós mesmos, para poder seguir a vida, para nos libertar de sentimentos negativos e culpas, porque esse é o caminho do amor próprio.

Estamos sempre evoluindo, e os fracassos, desânimos, fazem parte dessa fase.

Temos que só aprender a lidar com essas dificuldades externas e internas, mas não permitir que elas criem raízes, que ela nos torne amarga, que ela nos afunde.

Nós, o mundo, o teu próximo - precisa de amor. Estamos todos carentes de atenção, de reciprocidade, de empatia, e principalmente, de fé.

Por ora, nesta jornada de desenvolvimento, façamos nossa parte. Não permitindo que a raiva e o “dia ruim” machuque, e até mesmo, espante aqueles que realmente sem importam conosco.

Amando a nós mesmos, os maus fluídos vão se embora, e os sentimentos bons transbordam. Nem sempre é fácil pensar dessa forma, mas é sempre bom fazer uma íntima reforma.

Autoria: Cíntia Vieira 


quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Alguém especial!

💚- Acabei encontrando ELE por aí!

Sabe quando parece que o mundo te coloca de ponta cabeça? – Foi exatamente desse jeito que ele me encontrou.

Na verdade, nos encontramos num momento difícil e delicado da minha vida. Em meio a tantas desilusões e falsas esperanças. Tudo porque eu estava meio chateada, depressiva e totalmente sem saber o que fazer da vida.

De repente, com o passar dos dias - ele me arrancava os maiores sorrisos com todo aquele jeito galanteador e extremamente lindo. - Nossa! Eu realmente me perdia naquele sorriso, naquele rosto perfeito, naquele olhar encantador e naqueles cabelos bagunçados.

Em pouco tempo de amizade, soltei as maiores gargalhadas. Me senti a mulher mais feliz e amada do mundo. Ele se tornou o a minha dose diária de alegria!~💕

Eu amava sentir o perfume dele, amava admirar a beleza dele, e o jeito malandro que ele carregava dentro de si. Ele era o “complicado e perfeitinho” que Deus havia me enviado de presente.

Eu nunca acreditei em amor à primeira vista, mas a partir do momento em que o vi – passei a acreditar.

Eu o via sempre rodeado de mulheres, e ele? – Ah, ele! Sempre foi o mesmo comigo e com os amigos. Isso que sempre me encantou nele - nunca mudou o jeito e sequer tentou mudar o meu. Percebei que a minha amizade foi mudando, ainda assim, para não perder a amizade dele, o escutava dizer que eu era a melhor amiga que ele já teve. 

Contudo, as coisas não poderiam mais continuar do jeito que estavam, e eu resolvi me afastar, pois, o medo de se machucar novamente era grande. Meus sentimentos estavam confusos, e eu deveria pedir desculpas por amá-lo em tão pouco tempo de amizade.

Mas a vida é uma caixinha de surpresa...!

Então ele decidiu mostrar para mim que não havia entrado na minha vida para ser somente mais um, porque para ele desde o começo foi amor também. O tempo só nos aproximou e a amizade que construímos foi tão envolvente que criamos laços eternos de confidências e doçuras.

Dessa forma, conquistamos o mundo juntos, o respeito e a cumplicidade.

 

E é por isso que o sorriso dele ainda mexe tanto comigo. Depois de tantos anos juntos ele ainda me faz gargalhar - somos como duas crianças que ainda estão descobrindo e vivendo a vida. Na verdade, desconfiamos que estamos ligados de outras vidas, porque só nós sabemos a força do amor que nos une. É imensidão e indescritível!

Ele é a melhor pessoa que conheci na vida. E sou grata por todas as noites poder me aninhar no peito dele e cair no sono ali mesmo. Acordo com ele rindo que o braço dele adormeceu. - Ops!

Eu quero ele para minha vida toda, ainda mais sabendo que este sentimento é mútuo.

Desde o início, e até os dias atuais, ele sempre está “lá” por mim e para mim o tempo todo. Protegendo–me de tudo e de todos!

Além dele ser o meu melhor amigo, hoje em dia, eu o chamo de “marido”, de “Tchu”, "cubinho de gelo" "puddin", mas ele é mais conhecido como Hélio Delapenha.

 

E quer saber, ele foi a melhor escolha que fiz na minha vida!

Por isso que “se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz.”

❤~Autoria: Cíntia Vieira #savethedate 07.10.2006~❤



terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Embalos de um mistério!

A música ecoou de fundo tão serena, as batidas descontroladas do meu coração apertado, a luz se apagou e estava na hora do espetáculo. Eu era a estrela que enfeitava aquele palco, coberto por rosas e pétalas amarelas, luzes como num arco-íris refletiam em meu corpo. Não era uma apresentação qualquer como a qual estava acostumada, mas sim para apenas um em especial - um príncipe. Este qual cruzaria meu destino naquela noite. 


Controlei meus batimentos, meu pé direito automaticamente se aliou com a perna em pose de bailarina, e o esquerdo firmou no chão como se estivesse algo me prendendo ali, fechei os olhos e me perdi naquela sintonia, onde minha alma deslumbrava o divino. Ora ou outra, ambas as mãos eram estúpidas num flamenco árduo, em outros os pulsos folheavam naquela plenitude tranquila, onde se encontrava em meu peito, naquele timbre que parecia arrancar a dor do meu âmago. Simplesmente em outros sorria... Sorria para dentro de mim mesma, elevando meu ego e charme naquela sensualidade inocente, traçando gestos doces e brutos. Em certo momento aquele véu de seda caiu em meu rosto, ocultando a minha face alva e maçãs rosadas, os olhos pintados numa figura digital, naquele tom de verde esmeralda. Rodopiei o corpo, escorregando-me ao chão numa oferenda aos deuses, eu estava tão envolvida e como estava. Já não existia mais ninguém e nada, tudo pausou. Me entreti naquela cúpula de cristal e por lá permaneci por horas, isso em meus pensamentos. Até que...
Até que cruzei com aquele olhar, deixando o véu cair espontaneamente, e entre algumas batidas mais secas de quadris e folheados agora mais tímidos, eu me perdi. De livre arbítrio, aquele olhar me fez velejar num mar sem fim em questão de poucos segundos a melodia cessou. Fiquei estática, sem alma, sem cor, porque o príncipe havia roubado tudo isso de mim. Não esbocei reação e nem ele, mas um sorrisinho bobo nos entregou.  E nessa dança dos véus pude ser embalada por um sentimento maior, algo que até hoje me dá combustão, algo que me domina de forma única e tão forte, indescritível.


Algum tempo depois, descobri que não eram somente os passos que me encaminhavam a um sonho que me inspirou, era ele. O destino brincou comigo aquele dia e foi a melhor brincadeira que tive e tenho até hoje. Naquela noite ele foi a minha maior vontade e é por isso que até hoje eu me rendo a ele.

(Autoria - Cíntia Vieira. /Personagens fictícios. Narração em primeira pessoa).

sexta-feira, 15 de março de 2013

   Mudanças


     Acordou naquele dia com o intuito de esquecê-lo e isso estava sendo uma piada, porque ao fazer isso, se lembrava do mesmo o tempo todo.
    É difícil esquecer alguém que a gente acaba criando expectativas e deposita os nossos sonhos. Temos a esperança de que o amanhã será mais fácil, será diferente.
    Diante de tais atitudes, e de falsas promessas - a culpa a atrapalhava; e dentro do seu coração as emoções se encontravam duvidosas, perdidas.
    Entretanto, naquele dia, definitivamente resolveu abrir mão das lembranças, ainda que felizes, porque a dor ganhava disparada e ainda assim machucava.
    
    Não atendeu as ligações dele, sequer quis escutar aquela voz que seria sua rendição. Sabia que precisava ser forte e buscar um equilíbrio dentro de si mesma. 
    E a semana seguiu; e os dias passaram; e o mês foi concluído. 
    Sentia aquela abstinência dele, mas viu que poderia viver sem e que já não era tão torturante assim.
    Fez dele o seu mundo, e com tantos tristezas no caminho, envolveu-se com sentimentos negativos, deixando a baixa estima dominar o que não sabia nem lidar.
    Continuou forte e guerreira em sua jornada. Conectou-se ao amor próprio, a independência.

    E agora, tão tarde, ele havia se dado conta, que ela era o seu mundo e não sabia viver sem sua companhia.
    
    Enquanto ela... Ela passou a vê-lo como apenas mais um. Ela amadureceu e foi em busca dos seus ideais. Havia o avisado tantas e tantas vezes. Mas desta vez era diferente, ela havia  se cansado mesmo.
    
    Abriu as portas para mudanças e deixou o novo entrar, e a sua paz interior lhe abraçar. 
    Tudo isso porque quando uma mulher se cansa, ela se cansa pra valer, e não há nada mais que possa fazê-la sofrer.
(Autoria - Cíntia Vieira. /Personagens fictícios)

Esse tal do Apego



    É incrível esse negócio de você se apegar ao próximo, não é? 
   Algumas pessoas têm a facilidade de chamar atenção, digamos que você só conversa somente uma vez e ela marca a sua vida para sempre. 
    Chega a ser cômico a maneira como nós definimos essa mania boba de “apego”. 
   Muitas vezes, acaba nos machucando e a gente nem percebe. Quando você para e pensa em tudo que está te atormentando, já não encontra mais o ponto de partida. 
    O importante é se lembrar que cada pessoa é insubstituível, não importa quão má, ou quão boa, ela seja. Algumas vão te tocar verdadeiramente e outras sequer você vai sentir que passou pela sua vida. 

    E você então nota que esse tal do “senhor apego" não é um cara tão mal assim; Porque do mesmo jeito que ele fez você se apegar, o desapego surge assim, do nada. 
    Com o tempo, desejamos que as pessoas amadureçam e evoluam positivamente. Todavia, se a evolução acontecer de forma negativa e o desapontamento nos ferir, a gente pergunta: "Mais essa pessoa fez parte da minha vida mesmo?"

(Autoria - Cíntia Vieira. /Personagens fictícios)

Inalcançável


    Entre os meus sonhos e a minha realidade existe um ponto inalcançável, algo que eu me vigio para compreender além dos princípios que acho certo. 
    É engraçado porque não é assim que deveriam ser as coisas, existe uma espécie que separa esse vazio que nem eu mesma sei explicar, uma espécie de muro - rústico e imenso, que quanto mais eu tento entender, mas ele se perde e eu vou me perdendo junto. 
    Quando acho que já não posso mais suportar os meus limites e ir além, as saídas surgem do nada. 
    E lá vêm elas dançando pra mim, solução um, dois e três... 
    Já não me sinto mais perdida como outrora, porque isso eu aprendi com os meus passos, com a minha perspectiva de vida. 
- E isso se chama maturidade.
(Autoria - Cíntia Vieira. /Personagens fictícios)