sexta-feira, 15 de março de 2013

Coração ou razão?


    De repente é como se tudo se desequilibrasse aqui dentro, ó... Tá vendo? - Pois é. 
    E aí a vontade de me estilhaçar em lágrimas vêm à tona e eu sequer sei o real sofrimento de tantos motivos. 
    Às vezes, acho que vivo em confronto comigo mesma, e me pego pensando em milhões de coisas, pensamentos a mil, e as emoções me traem ao deixar tudo fluir à flor da pele. 
    Acaba que, tudo tumultua, e eu perco as estribeiras, começo a fantasiar cenas, imagino histórias e no fundo eu até sorrio. No entanto, quando me deparo com a realidade é uma coisa totalmente diferente e sem noção. 
    É onde eu volto meio desnorteada, mas ainda assim me pego na esperança de dias melhores. 
    E sabe? – No fundo eu sei que tudo isso é exatamente a minha mente e o meu coração brigando por uma razão.

(Autoria - Cíntia Vieira. /Personagens fictícios)





sábado, 9 de março de 2013

O valor da amizade!


     Os amigos são pra vida toda, são a família que Deus nos permitiu escolher.
    Mas eles também  são como as fases da lua. Ora meio Minguante, que acaba deixando tudo pra depois, pois não está afim naquele instante. Ora Crescente, que está naquela expectativa e adrenalina profunda, e que óbvio, faz com que você faça parte dessa alegria de viver; Ora Cheio - cheio de problemas, de casos e acasos, de idas e vindas, mas não importa o quão ele esteja deprimido, ao menos ele está lá para ao menos dizer “hummm”. 
    E claro, aquele amigo Novo, que você conheceu há pouco tempo. Contudo, tem também aquela amizade que se renova a cada dia entre velhos amigos. Afinal, mesmo vocês sendo  antigos amigos - as conversas fluem, tornam-se grandes e hilárias, a companhia é sempre mágica. 

    E no fundo, você descobre que assim como você, o seu amigo também tem as suas fases, e o mais incrível é que você o respeita, o apoia, continua o amando, porque ele também compreende as suas quedas “de lua”. 

    E de repente, do nada, vocês se conectam novamente e parece que o tempo não passou. Podemos passar horas ali - jogando conversa fora, rindo à toa, e então você o olha no fundo dos olhos e diz: - Obrigada por ser meu amigo, e principalmente, por aguentar os meus piores baques, me fazer chorar diante das verdades que às vezes é tão oculta. Por ser sempre tão verdadeiro e me fazendo voltar sempre para a sua companhia. 

       Por mais que passe o tempo - Você é um daqueles que eu jamais irei abrir mão. Porque um dia bem lá na frente eu quero dizer para mim mesma... Eu sempre tive um amigo pra vida toda.

           💖Obrigada por existir, meu amigo!💖

Em homenagem à alguns grandes amigos que sempre irão ocupar um espaço no meu coração, não importa a distância.
                                        
        (Autoria - Cíntia Vieira) - Poema Editado 22.09.2020 às 18h03.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Noite, risadas e sentimentos...



- Depois de tanto tempo naquela mesmice, foi como voltar ao passado e me envolver naquele globo mágico com luzes coloridas. Os olhos refletiam a dor de um tempo amargurado e esquisito, engraçado que nem é tão distante assim. 
    E daqueles velhos tempos que nos fez sofrer um dia, naquela mesma noite foi somente risadas, piadas de atitudes infantis, mas em certas ocasiões sentia meu coração avançar contra a minha garganta, meu corpo saltitava naquele tango frenético e caloroso, nossos olhares encontravam-se entre chamas e dúvidas, perguntas sem sentido, e nos afastávamos. 
    Era como se o destino jogasse nossas vidas abaixo daquela lua majestosa, onde de repente a garoa caía fininha e desnorteada, e até mesmo essa garoazinha - não conseguiu ficar caindo sobre nossos corpos, deu uma trégua e nós voltamos a sorrir como dois bobos, como duas crianças. 
    Os anjos pareciam que estavam a nossa frente, fazendo com que nós mantivéssemos a tranquilidade. Nessa noite, numa sintonia profunda, ele me passou uma confiança tão gigante, que eu nunca havia sentido antes. 
    Palavras positivas, alegres e que me fez refletir sobre tantas coisas, e aquilo tudo o quê eu sentia no peito, sumiu como pó de pirlimpimpim. 
    Ele me mostrou que eu havia ganhado um amigo pra sempre, alguém que estaria sempre ao meu lado – independente de qualquer situação. 
~ Eu o amava, e sabia que isso seria recíproco, até quando nós... Respirarmos!
(Autoria - Cíntia Vieira. /Personagens fictícios)


quinta-feira, 8 de novembro de 2012


    Incompreensão


De repente meus pés firmaram-se no chão, senti aquele chão frio invadir as minhas veias, a sola do pé; balancei a cabeça por um momento, apenas apoiei ambas as mãos sob a cama, fiquei paralisada pensando sobre a vida. 
    Eu definitivamente não sabia o quê pensar, ou o quê sentir. Estava angustiada. 
  O calor estava terrível, e devido a esse fator eu escutava as hélices do ventilador rodarem freneticamente, enquanto isso aquele vento gostoso batia nos meus cabelos e eu sequer tinha forças para retirar aqueles fios do rosto alvo. 
  Uma música ecoou na minha mente, na verdade eu mal compreendia que música era aquela, mas era uma melodia clássica, que me invadia os tímpanos de forma doentia. 
    E eu, simplesmente voltei a me deitar. E lá estava eu, olhando para o teto do meu quarto, este num amarelo tão clarinho que me fazia viajar. Quando voltei com os pensamentos embaralhados, não consegui nem mesma explicar para eu própria o que havia; era uma luta constante entre eu mesma, a minha alma e o interior sufocante.
    Fechei os olhos e pude sentir os olhos pesados, junto deles, uma lágrima pôs-se a cair e sujar o rosto angelical. Realmente o conflito consigo mesma é o pior de todos, entretanto forcei os olhos, rezei e .... 
Acredito que naquela noite, eu realmente descansei.
(Autoria - Cíntia Vieira. /Personagens fictícios)

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Abrir os olhos



    Ao abrir os olhos, me deparei com um quarto escuro, cortinas brancas esvoaçantes, o trovejar e relâmpagos me assustaram naquela madrugada, minha respiração estava ofegante e minha mão esquerda brutamente foi levada ao peito, foi um choque quando me deparei com a realidade. 
    Ora essa! Foi apenas um sonho, um sonho sem fim, parecia querer me sufocar enquanto eu me encontrava correndo em busca de algo, que nem eu mesma sabia identificar. 
    Incessante, animal, mas que diaxo! Era isso que eu sabia que não era normal. 
    Alguém me ludibriava no sonho, alguém que parecia ser um amigo, este qual carreguei por tantos anos no fundo do coração e por ele seria capaz de enfrentar uma nação. Não, era isso que ele me representou não. 
    Em certos momentos me via desiludida, e este meu amigo ao invés de me dar a mão só queria mesmo era me ver aturdida. Não era já sem fim, quando de repente uma voz me guiou e pelos braços me pegou. 
    Criatura angelical, uma face alva, porém eu mesma o enxergava turvo. Não me parecia um brilho qualquer, era simplesmente algo de doer às vistas, aquele clarão me trouxe paz interior, e em meio às luzes eu me via sorrindo, alguém dizia de fundo "Não pare, eu caminho contigo e quando não puderes mais, eu te carregarei nos braços." 
    A voz era tão suave quanto uma nota musical de bailarina, ritmada em toques singelos, mais parecia anjos, que as sopravam para sair ainda mais bela.


(...) Quando senti um beijo na testa, acordei e desse sonho me lembrei.
(Autoria - Cíntia Vieira. /Personagens fictícios)


       Chiliques e trambiques


    Levanta essa cabeça e deixa de brincar, esse jeito de moleca ainda vai te atrapalhar. 
    Pra você tudo é diversão e bolinha de sabão, pára que a vida não é assim não. 
    Pequenina e exigente, sabe o que é ser experiente, embora muitas vezes, não seja tão presente.      
    Menininha levada, acaba sempre conquistando, e acredite, ela vive sorridente. 
    Nada de muita ladainha, muito menos melação. Só respeita os quais lhe convêm e olhe lá, coração. 
    Sorrisinho delicado e educada até demais, porém quando se explode, sai debaixo que vem mais.
    Aceita quem quer e nada chiliques, afinal ninguém convive com trambiques.

(Autoria - Cíntia Vieira. - Foto: Eu)


quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Momento!


    Durante toda noite, mais toda noite mesmo, ela sempre a visitava. 
    Sim, bastava abrir a janela e lá estava ela brilhante - cheia, parecia esperar para que pudessem conversar. Realmente causava-lhe um êxtase profundo, não sabia como definir tamanho esplendor que representava. 
    Aconteceu tudo de maneira tão intensa. Viu-se bailando dentro dela, as mãos pareciam embaladas numa valsa sem fim, tocava-lhe o próprio corpo, conhecendo-se através de gestos novos; Dedos delicados passavam em seus cabelos compridos entrelaçando alguns fios nos mesmos. A dança era repleta de suavidade, sedução, as cores brincavam ao seu redor, convidando-a para uma dança mais animada, assim seu corpo pôde desfrutar dos prazeres desconhecidos até então. Estava tão distante, tão alto, até mesmo passou a observar arranha-céus daquela incrível altura, seus pezinhos mexiam sem vergonha, pareciam saber o ritmo da música a ser dedilhada.     Poderia dizer que se sentiu uma bailarina dentro de uma caixinha de música, tão pequenina, apenas a melodia e ela. O céu refletia uma tonalidade de azul escuro enfeitados com as estrelas. 
    Ela era brilhosa demais? Somente ela a enxergava desta forma, ou eram todos? Um toque do destino e já não estava mais em um lugar conhecido, era tudo tão tranquilo, trazia paz e acalentava o seu coração. Agora as mãos gesticulavam folheados, enquanto o pulso se contorcia, já as pernas pareciam levitar, mal sentia o chão... na verdade – havia chão? 
    De repente um trovejar, alguns respingos refrescantes, mais ainda assim ela estava lá, bailando. Um sorriso de orelha a orelha delineou nos seus lábios rosados, enquanto inalava passou a sentir o aroma das flores que pareciam dela emanar. 
    Toques sutis; Sentia-se em transe diante daquela noite magnífica. Os braços abriram-se com uma postura forte, parecia uma ave revelando sua feminilidade a ponto de encarar o mundo e esquecer-se de tudo, deixar-se ser guiada para um novo começo. Pés cansados, mas ainda assim firmes para dançar em plena sintonia por muitas horas que se fossem; Não havia sinal algum de quem hesitaria, não naquele momento em que o divino parecia tocar-lhe o mais puro e sensível corpo; Luzes coloridas em furta-cor a envolvia como uma sereia é protegida pelo mar. 
    Faltavam-lhe palavras que a encaixasse dentro do contexto atual. Um tapete florido pôs-se a fazer cócegas nos pés pálidos, contudo sujos. 
    Teciam uma espécie de aromatizante que energizava sua mente e corpo, creio que era disso que precisava diante dos conflitos que enfrentava naquele momento. Tudo minuciosamente detalhado, as mãos alcançavam o espaço e lá tateavam pelos ares desenhos que só a dama sabia descrever, estes quais eram mantidos em sua mente secretamente, e acredite, ela de causar arrepios de tão deslumbrantes e maravilhosos, talvez por passarem tamanha sinceridade. 
    A música ecoava pelo local que estava, entrava pelos ouvidos e mal saíra, era algo que sentiu tão interiormente, que os suspiros e o suor passaram a serem contínuos diante da melodia e o pequenino universo. Exatamente! Pequenino, pois aproveitava cada parte do espaço com passos leves, explorando os mesmos, eram como sinos que soam nas maiores catedrais, fazendo assim a desligar completamente do mundo. 
    Passaram-se horas, minutos, e até mesmos dias...? 
   Ao menos assim a mulher se sentiu diante do fato enigmático ao qual lhe prendeu numa bola cristalina e lá pôde desfrutar da melhor experiência que já teve. 
    Aquilo foi apenas um momento, um curto espaço que seja? - Não, não. Afirma e está ciente de que estava envolvida demais entre a Lua e as estrelas, e o tempo... 
    Ah! Esse se chamava ETERNIDADE.
(Autoria - Cíntia Vieira. /Personagens fictícios)