quinta-feira, 8 de novembro de 2012


    Incompreensão


De repente meus pés firmaram-se no chão, senti aquele chão frio invadir as minhas veias, a sola do pé; balancei a cabeça por um momento, apenas apoiei ambas as mãos sob a cama, fiquei paralisada pensando sobre a vida. 
    Eu definitivamente não sabia o quê pensar, ou o quê sentir. Estava angustiada. 
  O calor estava terrível, e devido a esse fator eu escutava as hélices do ventilador rodarem freneticamente, enquanto isso aquele vento gostoso batia nos meus cabelos e eu sequer tinha forças para retirar aqueles fios do rosto alvo. 
  Uma música ecoou na minha mente, na verdade eu mal compreendia que música era aquela, mas era uma melodia clássica, que me invadia os tímpanos de forma doentia. 
    E eu, simplesmente voltei a me deitar. E lá estava eu, olhando para o teto do meu quarto, este num amarelo tão clarinho que me fazia viajar. Quando voltei com os pensamentos embaralhados, não consegui nem mesma explicar para eu própria o que havia; era uma luta constante entre eu mesma, a minha alma e o interior sufocante.
    Fechei os olhos e pude sentir os olhos pesados, junto deles, uma lágrima pôs-se a cair e sujar o rosto angelical. Realmente o conflito consigo mesma é o pior de todos, entretanto forcei os olhos, rezei e .... 
Acredito que naquela noite, eu realmente descansei.
(Autoria - Cíntia Vieira. /Personagens fictícios)

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Abrir os olhos



    Ao abrir os olhos, me deparei com um quarto escuro, cortinas brancas esvoaçantes, o trovejar e relâmpagos me assustaram naquela madrugada, minha respiração estava ofegante e minha mão esquerda brutamente foi levada ao peito, foi um choque quando me deparei com a realidade. 
    Ora essa! Foi apenas um sonho, um sonho sem fim, parecia querer me sufocar enquanto eu me encontrava correndo em busca de algo, que nem eu mesma sabia identificar. 
    Incessante, animal, mas que diaxo! Era isso que eu sabia que não era normal. 
    Alguém me ludibriava no sonho, alguém que parecia ser um amigo, este qual carreguei por tantos anos no fundo do coração e por ele seria capaz de enfrentar uma nação. Não, era isso que ele me representou não. 
    Em certos momentos me via desiludida, e este meu amigo ao invés de me dar a mão só queria mesmo era me ver aturdida. Não era já sem fim, quando de repente uma voz me guiou e pelos braços me pegou. 
    Criatura angelical, uma face alva, porém eu mesma o enxergava turvo. Não me parecia um brilho qualquer, era simplesmente algo de doer às vistas, aquele clarão me trouxe paz interior, e em meio às luzes eu me via sorrindo, alguém dizia de fundo "Não pare, eu caminho contigo e quando não puderes mais, eu te carregarei nos braços." 
    A voz era tão suave quanto uma nota musical de bailarina, ritmada em toques singelos, mais parecia anjos, que as sopravam para sair ainda mais bela.


(...) Quando senti um beijo na testa, acordei e desse sonho me lembrei.
(Autoria - Cíntia Vieira. /Personagens fictícios)


       Chiliques e trambiques


    Levanta essa cabeça e deixa de brincar, esse jeito de moleca ainda vai te atrapalhar
    Pra você tudo é diversão e bolinha de sabão, pára que a vida não é assim não
    Pequenina e exigente, sabe o que é ser experiente, embora muitas vezes, não seja tão presente.      
    Menininha levada, acaba sempre conquistando, e acredite, ela vive sorridente
    Nada de muita ladainha, muito menos melação. Só respeita os quais lhe convêm e olhe lá, coração
    Sorrisinho delicado e educada até demais, porém quando se explode, sai debaixo que vem mais.
    Aceita quem quer e nada chiliques, afinal ninguém convive com trambiques.

(Autoria - Cíntia Vieira. - Foto: Eu)