Abrir os olhos
Ao abrir os olhos, me deparei com um quarto escuro, cortinas brancas esvoaçantes, o trovejar e relâmpagos me assustaram naquela madrugada, minha respiração estava ofegante e minha mão esquerda brutamente foi levada ao peito, foi um choque quando me deparei com a realidade.
Ora essa! Foi apenas um sonho, um sonho sem fim, parecia querer me sufocar enquanto eu me encontrava correndo em busca de algo, que nem eu mesma sabia identificar.
Incessante, animal, mas que diaxo! Era isso que eu sabia que não era normal.
Alguém me ludibriava no sonho, alguém que parecia ser um amigo, este qual carreguei por tantos anos no fundo do coração e por ele seria capaz de enfrentar uma nação. Não, era isso que ele me representou não.
Em certos momentos me via desiludida, e este meu amigo ao invés de me dar a mão só queria mesmo era me ver aturdida. Não era já sem fim, quando de repente uma voz me guiou e pelos braços me pegou.
Criatura angelical, uma face alva, porém eu mesma o enxergava turvo. Não me parecia um brilho qualquer, era simplesmente algo de doer às vistas, aquele clarão me trouxe paz interior, e em meio às luzes eu me via sorrindo, alguém dizia de fundo "Não pare, eu caminho contigo e quando não puderes mais, eu te carregarei nos braços."
A voz era tão suave quanto uma nota musical de bailarina, ritmada em toques singelos, mais parecia anjos, que as sopravam para sair ainda mais bela.
(...) Quando senti um beijo na testa, acordei e desse sonho me lembrei.
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| (Autoria - Cíntia Vieira. /Personagens fictícios) |

